Superexposição nas redes sociais
Enviada em 10/01/2023
Na novela “Malhação-Viva a Diferença”, exibida pela Rede Globo, é retratada uma criança chamada Julinho, o qual era vítima do engajamento naturalmente pernicioso e manipulador do espaço cibernético. Seguindo essa linha de raciocínio, a tecnologia condicionam padrões de atitudes e pensamentos da sociedade. Desse modo, nota-se o agravamento desse impasse, tanto pelo sistema capitalista quanto pela negligência dos familiares.
Nesse sentido, ressalta-se a priorização dos lucros como um dos fatores contribuintes desse entrave. Essa lógica é comprovada pelo filósofo Karl Marx, o qual afirma que o capitalismo prioriza a renda em detrimento de valores. De forma análoga a esse pensamento, as mídias sociais por meio de conteúdos patrocinados tange à uma dependência naturalizada em manter o jovem conectado e consumindo por diversas vezes movimentos de ruptura democrática e as famigeradas “fake news”. Por conseguinte, tal público pode se tornar sedentários e desenvolver quadros de diabete.
Outrossim, destaca-se como agravador o desleixo dos pais. Sob tal ótica, o pensador Talcott Parsons compara a família como uma máquina, a qual produz personalidades humanas. Nessa perspectiva, muitas vezes os familiares não controlam o tempo de uso com as ferramentas artificiais, as quais reduz sutilmente a autonomia e autoestima de seus filhos, visto que monetiza no cotidiano à uma situação de liberdade e entretenimento. Por consequência, tais cidadãos podem serem vítimas de problemas psicológicos como a depressão.
Dessarte, evidencia-se que o esquema econômico e o desleixo familiar influenciam nessa questão. Posto isso, compete ao Ministério da Cultura, órgão responsável pelo bem-estar social, o dever de criar palestras, a sistematizar por intermédio de psicólogos a importância de ter controle e cuidado com o mundo cibernético, com o fito de erradicar a desordem nesses espaços. Feito isso, a situação de Julinho não mais representará a da contemporaneidade.