Superexposição nas redes sociais
Enviada em 16/03/2023
No livro A “Sociedade do espetáculo”, do escritor Guy Debord, é retratado que com o avanço do capitalismo tem-se criado um ambiente em que as relações sociais são medidas pelas imagens e consumo e que tem como objetivo promover a conformidade. Fora do campo acadêmico, a obra de Debord pode-se associar a realidade brasileira, uma vez que a superexposição das pessoas nas redes sociais surge como um complexo desafio a ser sanado. Desse modo, para entender o revés, é importante analisar a atuação escolar e os impulsos consumistas.
A partir disso, é preciso destacar o papel da escola nesse cenário adverso. Nesse sentido, para o pensador prussiano Immanuel Kant, o segredo do aperfeiçoamento da humanidade encronta-se na humanidade. Nessa lógica, por mais que o espaço escolar seja essencial para formação do indivíduo, parte das instituições de ensino não propicia a participação estudantil em debates que visem compreender e utilizar as tecnologias digitais de forma crítica, como debater temas de discurso de ódio e limites da liberdade de expressão. Dessa maneira, quando a escola deixa de realizar reflexões e incentivar o uso mais fortalecedor dessas plataformas está deixando de cumprir um papel vital nesta era digital que se norteia o corpo social.
Além disso, o uso acrítico das redes socias pode levar a manipulação do consumo. Nesse contexto, conforme o filósofo Karl Marx para estimular o consumo criou-se o fetiche sobre a mercadoria, isto é, uma ilusão de que a felicidade era somente obtida na compra desse definido produto. Dessa forma, sites e lojas online tendem a explorar esses impulsos que estão associados à necessidade sastifação. Esses gastos exagerados além de provocar a impulsividade, também pode levar ao endividamento, já que a vida financeira está baseada não só no que se precisa, mas na ansiedade de consumir o que a mídia diz que precisa.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os expostos discurtidos. Para isso, cabe ao Ministério das Comunicações, orgão responsável pelas informações no plano federal, criar um programa que vise informar a populaçao sobre os vários perigos da exibição excessiva em mídias digitais. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e reportagens. Com isso, quiçá, esse imblógrio seja gradativamente minimizado.