Superexposição nas redes sociais
Enviada em 06/07/2025
No Brasil, inovações como a Revolução Tecnológica impulsionam a democratização do acesso à internet, tornando necessário o debate sobre o uso adequado da plataforma em diversos aspectos. Assim, quanto a superexposição nas redes sociais, pode-se afirmar que o controle da exposição de informações pessoais e o manejo da “pegada digital” são fatores de imprescindível discussão.
Em primeira análise, evidencia-se a exposição de informações pessoais e os impactos desta na segurança dos indivíduos. Sob essa ótica, na série “Bebê Rena”, acompanhamos o protagonista se tornar vítima de perseguição e suas redes sociais se mostram um grande facilitador para os avanços de sua perpetradora. Nesse sentido, salienta-se como o universo digital torna vulneráveis seus usuários, exigindo que os mesmo procedam com muita cautela e possuam letramento digital para compreensão dos riscos e preservação de informações pessoais.
Por um outro viés, é notório como a “pegada digital” — conjunto de infomações deixadas pelo usuários na internet — tem sido cada vez mais consultada no que tange a formação e manutenção de vínculos empregatícios. Consoante a isso, o Artigo 492 da Consolidação das Leis Trabalhistas estabelece, dentre os motivos passíveis de recisão de contrato por justa causa, violação de segredo da empresa e má conduta. Sendo assim, mesmo que fora do expediente, a maneira como um indivíduo se porta nas redes e a imagem que transmite da empresa, quando negativa, podem levar ao desligamento, denotando precauções necessárias quanto ao cunho de publicações online.
Infere-se, destarte, que a superexposição nas redes sociais é grave e são necessárias medidas para mitigar seus efeitos. Primordialmente, o Poder Legislativo deve, por meio da criação de leis, determinar restrições pertinentes, a fim de promover um ambiente sem extrapolações que irrompam a segurança tanto do usuário quanto dos demais. Além disso, o Ministério das Comunicações poderá, através de políticas públicas preventivas, incentivar palestras e ações educativas que busquem esclarecer a população acerca das mazelas que uma pegada digital negativa podem causar. Desta forma, vislumbra-se-á uma sociedade pronta para lidar com os riscos inerentes à Revolução Tecnológica.