Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 04/10/2025
‘‘Eu sei que a gente se acostuma.Mas não devia’’. A frase de Marina Colasanti retrata a propensão da coletividade em normalizar reveses sociais graves, como a persistência do tabagismo no Brasil. Nesse ensejo, é essencial adotar ações para combater esse problema de saúde pública, fruto da ineficiência estatal e da omissão midiática.
A princípio, é notória a inoperância institucional como propulsora desse cenário. Sob esse aspecto, de acordo com Nicolau Maquiavel, no livro ‘‘O Príncipe’’, os governantes devem priorizar o bem universal. Todavia, o poder público, ao não promover medidas eficazes de combate ao tabagismo, como campanhas direcionadas ao público jovem, contribui com a marginalização do assunto tanto no campo político como civil. Em face disso, é injustificável que a postura improdutiva do Estado comprometa a saúde coletiva e ambiental, uma vez que, são inegáveis as consequências para o pulmão, o esôfago e o ar atmosférico.
Ademais, a negligência da impresa intensifica essa problemática. Nessa lógica, a obra ‘‘Ensaio sobre a Cegueira’’, de José Saramago, revela uma sociedade moralmente cega, definida pelo egoísmo e pela inércia social. Essa alienação moral reflete-se na indiferença da mídia acerca da divulgação dos malefícios que a inalação de nicotina gera à comunidade cívica, de forma a privilegiar temas de maior interesse popular. Diante disso, torna-se inadmissível a perpertuação dessa conjuntura, visto que é fundamental informar a população de que, apesar do consumo de cigarros tradicionais terem reduzido, os eletrônicos têm se tornado protagonistas ainda piores em relação à depedência química.
Dessarte, alternativas são fulcrais para reverter esse quadro. Logo, cabe ao Poder Legislativo, desenvolvedor das leis, garantir a diminuição de dependentes de nicotina no país, por meio de uma legislação que não apenas proíba a venda de cigarros eletrônicos, como também o porte. De modo a serem apreendidos em caso de utilização em locais públicos e aplicação de multa de até 10.000 reais, a fim de que haja priorização estatal e visibilidade jornalística. Assim essa realizada deixará de ser comum no território brasileiro.