Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 09/10/2025

No século 20, houve uma massiva promoção do tabagismo através de anúncios publicitários em diversos filmes e em transmissões esportivas, como a fórmula 1, grande campeonato automobilístico mundial. Essas publicidades serviam como grande estímulo ao tabagismo: problema público que trás diversas consequências para saúde em âmbito global. Nesse sentido, é necessário analisar a contribuição negativa da ineficiência educacional das escolas e da manipulação midiática. Sob esse viés, é preciso ressaltar que a insuficiênte formação escolar cristaliza a ocorrência do tabagismo. Isso ocorre devido à postura tecnicista das instituições de ensino que, ao priorizarem a formação meramente técnica para futura aplicação no mercado de trabalho, deixam fornecer instrumentalização crítica -habilidade fundamental para a descontrução da imagem positiva associada ao uso do tabaco. Tal raciocínio ganha forças na obra do cientista político brasileiro José Murilo de Carvalho “Cidadania Operária” ao descrever a relação íntima entre a existência de problemas públicos graves, como o tabagismo, devido a uma educação que forma “operários”, e não cidadãos plenamente capacitados para a percepção do efeito nocivo do uso de cigarros. Por conseguinte, essa falta de lucidez condena a população a diversos problemas de saúde gravíssimos, como o câncer de pulmão.

Ademais, o controle comportamental promovido através da mídia solidifica a manutenção do tabagismo. O cenário advém da conduta mercadológica das empresas de comunicação que, ao antepor o engajamento e o lucro, criam estereótipos positivos acerca do hábito de fumar, influenciando as ações de diversos adolescentes a comprarem e a usarem cigarros. A frase “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa” do escritor britânico George Orwell destaca justamente essa relação capitalista entre a manipulação do comportamento e o comércio que prejudica o consumidor. Com isso, a população alienada se torna induzida ao adoecimento e também escrava do vício. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino no país, crie aulas de sociologia que possibilitem o crescimento crítico dos estudantes. Isso deve ser feito por meio da alteração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com o objetivo de criar um olhar racional sobre o tabagismo.