Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2021
A série de televisão “Mad Men” retrata os desafios de uma agência publicitária nos anos 60 em resistir aos alardes acerca das descobertas dos malefícios do cigarro para a saúde, fazendo com que fossem produzidas propagandas cada vez mais apelativas para atrair o público ao consumo. Nesse âmbito, os meios audiovisuais, como o cinema, por exemplo, também tiveram um papel determinante na difusão desse hábito em todo o mundo, pois o ato de fumar dos atores nos filmes se mostrava como um objeto de desejo aos olhos dos espectadores. No entanto, é de conhecimento geral, na atualidade, que há danos irreversíveis ao corpo humano decorrentes de tal prática que afetam tanto a pessoa que a faz quanto os que estão em volta e, por isso, o tabagismo deve ser desencorajado.
Primeiramente, é notório que os problemas de saúde gerados pelas substâncias do fumo são extremamente prejudiciais para o fumante e até mesmo afetam o Estado. Nesse sentido, inúmeros tipos de cancêres, deficiências pulmonares e do coração estão ligados a tal vício, sendo que de acordo com a Revista Galileu, cerca de 21 bilhões de reais são gastos por ano pelo governo brasileiro para custear essas doenças relacionadas ao tabaco e seus derivados. Portanto, essa questão onera massivamente os cofres públicos, que, até não ser atenuada, faz com que uma grande quantia deixe de ser investida para contemplar outras áreas sociais de necessidade da população.
Além disso, é gradativamente mais comum a rejeição do ato de fumar em lugares públicos e privados. Em meados do século XX, era natural que existissem fileiras para fumantes em aviões e outros lugares fechados. Contudo, hoje em dia, existe uma lei vigente desde 2014 que proíbe essa prática em locais de usos coletivo como em ônibus, aeronaves e shoppings, por exemplo, o que levou à criação de alguns áreas designadas unicamente para isso, os fumódromos. Logo, é perceptível que a mentalidade das pessoas tem mudado ao longo dos anos e, o que era algo atraente, torna-se cada vez mais rejeitado.
Desse modo, o tabagismo deve ser alvo de políticas públicas para que haja o seu controle na sociedade. Para tanto, cabe ao Ministério do Cidadania realizar, por meio de instituições como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREA), um trabalho de conscientização e reabilitação acerca do vício em cigarro, no qual ocorra palestras com ex-fumantes e consultas com psicólogos aptos para atenderem essa população, visando a melhoria da qualidade de vida desses indivíduos. Por fim, as instituições de ensino básico devem promover palestras com especialistas que alertem sobre o assunto aos jovens, os quais, com esse conhecimento, poderão ser menos susceptíveis a adquirir esse hábito no futuro e, com isso, integrar uma nova geração mais saudável.