Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/10/2020
Os filósofos da Escola de Frankfurt acreditam que a “Indústria Cultural” é responsável influenciar as pessoas socialmente com uma cultura de massa passada por meio de canais midiáticos. Sobre esse ponto de vista, os filmes Hollywoodianos do século XX, ao expor em seus longas metragens atores fumando e vinculando-os a elegância dos “Anos de Ouro”, contribuíram para a disseminação do hábito de fumar cigarros na América. Sem dúvidas, até hoje há uma glamourização em fumar. Assim, principalmente pela popularização de outras drogas, como a maconha, o tabaco tem sido a inicialização de muitos indivíduos para o uso de outras substâncias tóxicas. Desse modo, haja vista a importância do assunto, urge analisar os problemas oriundos do uso de cigarros e a necessidade da tecnologia no apoio ao tratamento desses usuários.
Mormente, a pandemia do Novo Coronavírus mostrou que fumantes são mais suscetíveis a contrair doenças respiratórias devido a degradação dos órgãos do Sistema Respiratório pelas substâncias toxicológicas do cigarro. Elenca-se a isso, o dano nos dentes que compõe a mastigação dos alimentos para o Sistema Digestivo e as toxinas liberadas as quais prejudicam de forma generalizada outros aparelhos do corpo humano. Assim, tendo em vista que o uso excessivo pode levar à doenças e ao vício, é indispensável que o Brasil estabeleça planos de controle e informativo para essas pessoas.
Ademais, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), a chamada Agenda 2030, é implementar a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco em todas nações do bloco. Em acordo a isso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia passou a usar a Inteligência Artificial (IA) no projeto antitabagismo. Desse modo, é possível alcançar muitas pessoas por um baixo custo operacional para o Estado. A partir disso, nota-se que a tecnologia é um importante aliado na prevenção de maiores males aos fumantes e o que falta para a maior efetividade desse sistema é a disseminação nas redes públicas de saúde e nas instituições parceiras no tratamento de dependentes dessas substâncias.
Destarte, faz-se mister a disseminação desses serviços supracitados no Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, esquematizar campanhas publicitárias, tanto nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) quanto nas mídias digitais, tal como infográficos em propagandas televisivas e redes sociais oficiais do Governo, para propagar os prejuízos provindos do consumo excessivo de tabaco e os tratamentos modernos, como a IA, ofertados pelo SUS para o controle do tabagismo de forma que englobe todos municípios da Federação com o fito de cumprir a Agenda 2030 da ONU.