Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/09/2020

Durante o reality ‘‘Big Brother Brasil 2020’’, o participante Babu Santana revelou não conseguir realizar uma prova, por não conseguir aguentar um único dia sem o ato de fumar. Nesse sentindo, na sociedade contemporânea brasileira, é exponencial o número de pessoas que, assim como Babu, são consideradas dependentes da nicotina - principal substância do cigarro - tal dependência é considerado uma doença conhecida como tabagismo. Com efeito, esse cenário nefasto é fruto de uma falha educacional, de modo que coloca vidas em risco.

Nesse contexto, é fundamental destacar que na maioria das escolas brasileiras não há projetos educacionais que visem conscientizar os jovens sobre os riscos do uso do tabaco. Nesse viés, de acordo com o educador Rubem Alves há dois tipos de escola: a gaiola age como resistor físico, uma escola com teor conteudista; e a asa age como impulsionador químico, de forma que preza por formar cidadãos preparados para a vida. Comprova-se, assim, que a maioria das escolas brasileiras serem do tipo ‘‘gaiola’’ cria uma sociedade que ‘’engaiolada’’ em seu conhecimento raso não entende os riscos - dependência química e surgimento de câncer - que o consumo do cigarro pode acarretar.

Além disso, é válido destacar que o tabagismo é um grande problema de saúde pública, uma vez que é comprovado cientificamente sua relação direta com mais de 50 enfermidades. Nesse sentindo, segundo pesquisas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), por dia 428 pessoas morrem por causa da dependência da nicotina. Dessa maneira, analisa-se a importância de se conscientizar a população a não começar o uso do tabaco, ou caso já seja usuário, busque dar inicio ao tratamento.

Percebe-se, portanto que a falta de projetos educacionais de conscientização corrobora para o crescente número de pessoas dependentes da nicotina. Por isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, realize aulas nas escolas, por meio da criação de uma matéria na grade curricular, de modo que explique para os jovens os riscos e as consequências do uso do cigarro, para assim, frear o crescimento do tabagismo, ou seja, evitar que pessoas que, assim como Babu, sejam dependentes químicos da nicotina.