Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 10/11/2020
No século XX, durante as Grandes Guerras Mundiais, o consumo exacerbado de cigarro tornou-se uma realidade entre os combatentes, os quais visavam o alívio da tensão causada pela guerra. Neste contexto, constata-se que o tabagismo no século XXI ainda é um problema, em virtude das diversas consequências evidentes. Assim, é lícito afirmar que a dependência química e os gastos públicos acentuados contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Em primeira análise, nota-se que a dependência química desenvolvida pelo uso de cigarro é uma realidade preocupante à saúde. Nessa perspectiva, de acordo com pesquisa realizada pelo SESI - Farmácia, além do cigarro conter quase cinco mil substâncias tóxicas, a nicotina, substância que causa dependência e diversos efeitos adversos no corpo, está presente entre essas substâncias. Sob essa ótica, uma vez que a dependência esteja avançada, problemas como doenças respiratórias e cardiovasculares podem afetar o usuário, o que, por consequência, resulta em câncer agressivos e mortes precoce. Desse modo, os usuários são suscetíveis aos riscos à saúde mais graves.
Além disso, devido aos variados problemas de saúde causados pelo tabaco, as despesas em saúde pública aumentou exponencialmente. Nesse sentido, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, cerca de 30% dos recursos destinados ao Sistema Único de Saúde são direcionados aos pacientes prejudicados por doenças causadas pelo cigarro. Por conseguinte, dado que as receitas geradas para tratar esses pacientes superam os impostos pagos pelas indústrias tabagistas, os cofres públicos sofrem desfalques por cobrir esses danos. Dessa forma, com os prejuízos causados, afeta-se a lucratividade e os repasses de receita do Estado.
Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe a Organização Mundial da Saúde, juntamente aos órgãos de cada país responsáveis pela saúde, proporcionar medidas de conscientização e redução do tabagismo, por meio de taxações às indústrias tabagistas, em que os impostos sejam proporcionais aos gastos públicos em saúde causados pelo tabaco, tendo em vista também a reformulação do cigarro. Ademais, os órgãos da saúde devem salientar, pelas mídias sociais governamentais, os riscos à saúde causados pela dependência química, com o intuito de reduzir o consumo de tabaco. Dessa maneira, o tabagismo no século XXI trará menos problemas e consequências.