Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/09/2020

“Parar de fumar é fácil, eu já parei mil vezes”. A frase anterior, dita pelo escritor norte-americano Mark Twain, expressa desafios e consequências do tabagismo. Nesse sentido, analisando-se a expansão do ato tabágico, é possível perceber o glamour dado ao cigarro em épocas passadas, tornando-o romantizado, mas também como meio recreativo a fim de aliviar o estresse social do século XXI, causando um problema que urge por soluções.

Em primeiro ligar, cabe ressaltar que o prestígio dado aos fumantes é uma ideia romantizada, responsável por sérios problemas. Assim, o ato tabágico tem gerado consequências negativas à saúde dos indivíduos, dentre as quais pode-se citar a tosse, queima das vias aéreas e, comprovado por dados estatísticos, o aumento na chance de morte. Desse modo, a romantização dos cigarros em grande parte impulsionada pela mídia, favoreceu a adesão ao fumo. Tal fato pode ser comprovado analisando-se a propaganda da marca “Hollywood”, divulgada nos anos 80, a qual associava um comercial esportivo e jovial ao uso de cigarros, contribuindo assim com o aumento do tabagismo.

Em consonância à problemática, uma entre as milhares de substâncias tóxicas contidas no cigarro, a nicotina, tornou o ato de fumar numa ação recreativa, pois essa possui propriedades químicas responsáveis por gerar o alívio para o estresse social. Por conseguinte, os fumantes experimentam, entre uma tragada e outra, o bálsamo necessário para eliminar o estresse emocional causado pelo estilo de vida contemporâneo, no qual as pessoas são pressionadas pela necessidade de agilidade extrema, tornando o tempo, inimigo do homem atual. Assim, os usuários encontram nos efeitos da nicotina uma forma de escape dessa pressão social exercida diariamente, convertendo-os em reféns e impondo-lhes o vício ao cigarro.

Portanto, o tabagismo no século XXI é um grande problema e causa enormes consequências. Por isso, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em sinergia as escolas, promovam uma ampliação de redes de psicoterapia em grupo, aumentando a abrangência desse serviço de apoio aos fumantes, gerido por médicos especializados. Somado à isso, cabe à Receita Federal a criação de uma reforma tributária que eleve o preço dos cigarros, a fim de reduzir o consumo e viabilizar a diminuição do ato tabágico.