Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/08/2020

O início dos anos 60, também conhecido como a “Era de ouro do Tabaco”, foi marcado pelo status e elevação social que o uso do cigarro trazia ao indivíduo. A mídia - em especial nos filmes, novelas e propagandas - contribuiu de forma significativa para a influência do crescimento do tabagismo. Fato esse, que perpetua até os dias atuais para o aumento de sérios problemas e consequências irreversíveis que devem ser combatidos à fim de atenuar o quadro atual.

Em uma primeira análise, cabe destacar que, além da forte influência da mídia, os familiares e a “rodinha de amigos” afetam diretamente a consciência do indivíduo. Sabe-se, que a primeira tragada inicia, geralmente, aos 15 anos de idade, seja no âmbito familiar, por ser normalizada a situação, seja entre amigos, para se encaixar em um padrão estabelecido como “descolado”. No entanto, o vício pela nicotina - substância presente no cigarro - se torna um problema podendo causar doenças tanto para o fumante passivo quanto para o fumante ativo.

Dentre os inúmeros problemas causados pelo uso do cigarro e a inalação de sua fumaça, cabe destacar os inúmeros tipos de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares, que podem gerar a morte do indivíduo. Sabe-se, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, que aproximadamente 157 mil pessoas morrem anualmente devido à doenças causadas pelo tabagismo. Além da morte de indivíduos, há a morte da natureza, com queimadas geradas pelas bitucas de cigarro jogadas ao ar livre, evidenciando assim, a necessidade de que medidas sejam tomadas.

Logo, faz-se necessário, além da conscientização do próprio indivíduo, a intervenção de órgãos responsáveis pelo bem estar comum. Dessa forma, é função da mídia aumentar as campanhas nos meios de comunicação, alertando os perigos do tabagismo, uma vez que a própria mídia foi uma das influenciadoras do constante uso do cigarro, associado a algo luxuoso. Além disso, cabe a rede pública de saúde, com a verba fornecida pelo Governo, promover projetos eficazes para indivíduos viciados, como a psicoterapia individual, no intuito de diminuir o número de fumantes no Brasil e promover o bem estar social.