Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/09/2020

Popeye, personagem clássico dos quadrinhos Norte Americanos, é sempre visto fumando um cachimbo, evidenciando a imersão cultural da época refletida nas ilustrações. Não obstante, assemelha-se a realidade atual, pois o tabagismo está presente no cotidiano de 12% dos brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS). A gênese desse óbice deve-se, principalmente, a negligência Estatal em garantir os direitos à saúde, como também ao consumo incitado pela mídia. Diante disso, é notório que doenças podem ser agravadas e acometidas em parte da população.

Em primeira análise, vale destacar que a saúde é direito humano promulgado e assegurado pela Organização das Nações Unidas(ONU) em 1948. Sendo assim, enquanto não houverem intervenções governamentais que respeitem o regimento constitucional, pessoas continuarão a morrer alienadas e por consequência do tabagismo. Uma vez que o uso como psicoterápico é o mais recorrente, é preciso garantir que as informações necessárias esteja ao alcance te toda população, a fim de evitar o consumo indiscriminado e irracional. Desse modo, constata-se a importância do Estado na saúde.

Ademais, em meados do século XX, os tabagistas eram considerados poderosos e de elevada posição social. Assim, vê-se que a construção dessa imagem cultural, foi influenciada pela transmissão midiática dos costumes das pessoas em destaque na sociedade. No entanto, nota-se que o ato de fumar perdeu seu significado de ascensão, tendo em vista que a população mais pobre é a que mais sofre com a problemática. Diante disso, por consequência, gera-se doenças precoces na população, desde problemas cardiorrespiratórios, até o câncer pulmonar. Logo, é nítido a importância da intervenção estatal para a saúde do corpo social.

Verifica-se, portanto, a necessidade de mitigar os índices de tabagismos no Brasil. Dessa maneira, é preciso que o Governo Federal, mediante o Ministério da Saúde além de continuar veiculando propagandas de conscientização, também invista na propaganda dentro das escolas, com o intuito de formar a próxima geração mais consciente da problemática. Isso deve ser realizado por meio de palestras e demonstrações dos efeitos provocados. Dessa maneira, podemos formar à longo prazo menos dependentes e fumantes no Brasil.