Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2020
No livro “A ilha” do escritor inglês Aldous Huxley, tem-se um retrato de uma sociedade sublime, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, fora da ficção, observa-se que a realidade no Brasil contemporâneo é o oposto do que o autor descreve, uma vez que o tabagismo do século XXI figura um grave problema para a vida de muitos brasileiros e que, por consequência, diverge com à ideia apresentada por Huxley. Desse modo, faz-se profícuo pontuar as causas que colaboram para a manutenção do problema e meio à nação.
Em primeira análise, é imprescindível destacar que a ineficácia das ações governamentais abrem brechas para que indústrias exerçam grande influência no comportamento social. Consoante ao pensamento do sociólogo Friedrich Hegel, o Estado deve garantir a proteção dos seus filhos. Todavia, isso não se percebe no território nacional, uma vez que o poder público não toma providências necessárias para coibir o avanço dos setores de produção do tabaco que, através de estratégias, tentam manipular seu público por meio de uma gama diversificada de cores e sabores. Logo, muitos indivíduos são atraídos e estimulados a consumir tais produtos.
Além disso, é perceptível notar que a glamurização do fumo entre jovens contribui de maneira significativa à realização de tal prática cultural. Em um episódio do seriado americano “Todo mundo odeia o Cris”, por exemplo, o protagonista utiliza um cigarro atrás da orelha para entrar em círculos sociais. De maneira análoga, é nítido que no país, grande parte dos adolescentes tomam a iniciativa de fumar com intuito de fazer novas amizades ou até mesmo conseguir uma certa popularidade. Por conseguinte, essa ação não só colabora para o crescimento quantitativo de fumantes precoces, mas também corrobora para que muitos indivíduos percam suas vidas, vítimas desse mal.
Por tanto, é mister que o Governo tome providências para reverter o cenário atual. Dessa forma, urge que o Poder Legislativo desenvolva leis que padronizem a fabricação de cigarros e gêneros do ramo, para que assim os usuários não se sintam seduzidos a vislumbrarem tais malefícios. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia, deve criar campanhas por intermédio das redes sociais com a participação de moças e rapazes influenciadores que, por sua vez, debatam com seus internautas como construir laços saudáveis entre amigos com o viés de que esses não recorreram a outros métodos nocivos. Dessa forma, é possível construir um território em que o bem-estar da pátria seja visto como prioridade, da mesma forma descrita por Huxley.