Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2020
O poema a Arte de Fumar de Mário Quintana, o qual pertence a segunda geração modernista - fase marcada por países mergulhados em crises econômicas, sociais e políticas e por governos totalitários - expressa sua perspectiva sobre o tabagismo no seguinte verso: “O cigarro é uma maneira sútil e disfarçada de suspirar”, isto é, no contexto conturbado em que vivia, fumar era uma forma de aliviar o estresse e relaxar. Entretanto, apesar desse ato ser visto até hoje como uma forma de se distrair, esse é considerado a principal causa de morte evitável no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. À vista disso urge o dever de debater sobre os problemas e consequências do tabagismo no século XXI.
Primeiramente, é preciso frisar que há vários fatores que ocasionam o uso do cigarro, entre esses estão: o estresse, aspecto muito notável na sociedade, a publicidade direta e indireta, efetuada em muitos países cujo o público alvo são os jovens, esses que por sua vez são mais persuadíveis, e há também uma falsa disseminação de informações que o ato está associado a sucesso, beleza, desempenho sexual e esportivo. Contudo, muitos vezes, os indivíduos ao aderirem essa prática não tem a consciência que a mesma é responsável por causar vários tipos de câncer, consoante a Instituição Nacional do câncer - pulmão, laringe, esófago, estomago, pâncreas, entre outros.
Outro fator existente, é que além de gerar dependência, o fumo, libera substâncias tóxicas, tais como: o alcatrão, o qual é composto por mais de 40 compostos cancerígenos, e monóxido de carbono, esse que ao entra em contato com a hemoglobina do sangue dificulta a oxigenação e obstrui os vasos sanguíneos. Outrossim, os riscos oferecidos pelo tabagismo não são apenas para o fumante ativo, mas também para o passivo, pois esse inala inconscientemente as toxinas liberadas, o que pode originar um crescimento desordenada de células, infarto, hipertensão cardíaca e morte - consoante a OMS sete não fumantes morrem por dia em consequência do fumo passivo.
Desse modo, é imprescindível a necessidade de minimizar os problemas e as consequências provocadas pelo tabagismo. Sendo assim, urge que o Ministério de Comunicações ,através de propagandas nos veículos de disseminação de informações, intensifique comercias que falam dos malefícios do cigarro, assim, irá sanar a falsa imagem propagada pelas empresas que fabricam esses. Ademais, cabe a Organização Mundial da Saúde disponibilizar verbas para investir em pesquisas avançadas, cujo o objetivo seja desvendar as relações entre o estresse e o tabagismo como forma de escapismo, pois assim como na época Mario Quintana vige um século de instabilidades, o que gera uma exaustão entre os cidadãos.