Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/08/2020

Parafraseando Mark Twain, “Deixar de fumar é fácil. Eu já deixei umas cem vezes”. Sabe-se que a problemática do tabagismo, citada pelo escritor e humorista norte-americano, é uma realidade que vem se agravando no séc.XXI. Evidentemente, o uso do cigarro gera vício devido a nicotina presente em sua composição, além de vários imbróglios que ameaçam a saúde. Ademais, as novas substâncias tóxicas e alucinógenas contribuem para a propagação das formas de tabaquear, principalmente entre os jovens, como é o caso do Narguilé, que causa muitos danos, semelhantes, se não mais graves, aos causados pelos fumos convencionais.

De acordo com o Ministério da Saúde, 5 milhões de pessoas morrem por doenças ligadas ao tabagismo, haja vista que muitas delas podem tornar-se irreversíveis, como as cardíacas, de circulação, cancerígenas e respiratórias. Segundo a biologia e a química, ao fumar, o corpo produz uma espécie de muco, que é responsável por revestir o pulmão e agir como uma barreira protetora contra as substâncias tóxicas. Contudo, a combustão do cigarro produz partículas de oxigênio chamadas de radicais livres, que, após um tempo, oxidam e deterioram os tecidos.

Outrossim, no séc.XXI, tornou-se comum entre os jovens o Narguilé, um tipo de cachimbo de água de origem oriental. Com base em um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), uma rodada de 1 hora de narguilé pode ter o mesmo efeito de fumar 100 cigarros, ou seja, ao contrário do que se pensa, este produto é ainda mais prejudicial do que os fumos convencionais. Além disso, os fumantes passivos podem desenvolver as mesmas enfermidades adquiridas pelos fumistas, pois a fumaça inalada por eles não passa pelo processo de filtragem que há no tabaco, corroborando para a concentração das substâncias tóxicas no ambiente.

Em sumo, é perceptível que, para frear os danos do tabagismo é necessário que haja planejamento com benefícios em longo prazo. Sendo assim, o Ministério da Saúde, junto a mídia, devem promover campanhas de conscientização social sobre os danos da utilização do cigarro para a saúde dos fumantes ativos e passivos, a fim de evitar novos consumidores e mais enfermos. Em seguida, as instituições de ensino, aliadas aos profissionais de saúde, busquem comunicar e incentivar a comunidade sobre as formas de tratamento para os viciados e como podem ajudá-los, pois, dessa forma, os que precisam de auxílio terão as informações necessárias para encontrar assistência. Por fim, o fumista deve refletir sobre a sua situação de saúde atual e prevenir possíveis quadros agravantes, com o intuito de obter uma melhora significativa e servir de exemplo para outros. Com isso, os impactos atuais serão minimizados e não afetarão, a longo prazo, a qualidade de vida das gerações futuras.