Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/08/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2015, morria uma pessoa no mundo a cada 6 segundos em decorrência de doenças relacionadas ao tabagismo, número que está aumentando constantemente. Embora os prejuízos gerados pelo cigarro são muito conhecidos, e no Brasil o consumo diminuiu na última década, ainda se faz necessário acentuar a discussão sobre o problema no intuito de conscientizar a população. Dentre as adversidades relacionadas ao tabagismo, estão a glamourização do ato de fumar e os elevados gastos com saúde pública.

Primeiramente, é importante destacar que crianças e adolescentes crescem bombardeados com informações erradas sobre o cigarro. Isso porque, é muito comum em novelas, filmes e séries, personagens que são admirados aparecerem fumando, como se o cigarro estivesse ligado à posição social, fama e beleza, passando a ideia de que fumar traz mais benefícios do que danos. Ademais, também é comum a existência de cigarros de sabores. Estes são acompanhados de publicidades que misturam cores e simulam uma sensação refrescante ao usá-lo, além de estarem acompanhados de um slogan chamativo e ficarem em locais estratégicos em supermercados na intenção de instigar a curiosidade de crianças. Desse modo, a indústria do cigarro consegue manter seus consumidores.

No entanto, esses consumidores são um grande contratempo para as finanças do Estado, já que os gastos com saúde pública para problemas decorrentes do uso do cigarro são elevados. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os recursos anuais destinados à saúde ficam em torno de 57 bilhões, enquanto a receita captada pelos impostos sobre o cigarro são de 13 bilhões, mostrando que o uso do tabaco só gera despesa. Ainda de acordo com o Inca, a dependência da nicotina tem relação com aproximadamente 50 enfermidades, como vários tipos de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares, que na maior parte das vezes, são tratadas pelo Sistema Único de Saúde, que, inclusive, oferece tratamentos através de terapias e medicamentos para fumantes largarem esse hábito.

Portanto, são necessárias medidas para solucionar o impasse. Para isso, é imprescindível que os Ministérios da Comunicação e da Saúde, juntos, desenvolvam campanhas publicitárias para circular na grande mídia, com informações contundentes sobre os prejuízos do cigarro e os benefícios imediatos que uma pessoa pode ter ao deixar de fumar, como melhora da pressão e funcionamento normal do pulmão. Além disso, é necessário que um projeto de lei criado pela Câmara dos Deputados, proíba o comércio dos cigarros de sabores, e conte com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária para realizar a fiscalização dos estabelecimentos, com o propósito de desestimular seu uso por adolescentes. Com essas ações, espera-se diminuir o consumo do cigarro e construir uma sociedade mais saudável.