Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2020
A obra “A República”, escrita pelo filósofo grego Platão, retrata um Estado ideal, organizado segundo as leis da harmonia e da justiça, demonstrando uma sociedade que se padroniza pela ausência de problemas e conflitos. Entretanto, no cenário brasileiro do século XXI, observa-se justamente o oposto aos ideais do pensador, visto que o tabagismo é uma barreira, a qual dificulta a concretização dos planos de Platão. Tal fato é resultado não só da falta de consciência social acerca do tabaco, mas também da má influência midiática. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de se garantir o pleno funcionamento da sociedade.
Vale ressaltar, em primeiro plano, que a falta de conhecimento da população brasileira sobre os malefícios do tabaco é um fator determinante para o consumo da nicotina. Nesse sentido, o filósofo alemão, Immanuel Kant, afirma que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, no Brasil, o tabagismo tem relação com o deficitário ensino que o indivíduo recebe desde a educação básica até o nível médio, isso porque, muitas vezes, os consumidores de cigarro - produto com alta concentração de nicotina - não têm consciência dos danos que causam à saúde, como o câncer de pulmão, o qual se de desenvolve pelo uso exacerbado do tabaco. Logo, é imprescindível que uma educação de qualidade seja efetivada, de modo a garantir que o corpo social seja análogo ao pensamento de Kant.
Ademais, a influência midiática na sociedade é causa secundária do tabagismo na contemporaneidade brasileira. Nessa perspectiva, nota-se que embora as propagandas que anunciam o cigarro sejam proibidas por lei, ainda existem programas de entretenimento que exaltam o uso desse produto, o que caracteriza de maneira indireta, apologia ao consumo do tabaco. Prova disso é a série estadunidense “Todo mundo odeia o Chris”, em que o protagonista Chris, aparece com cigarro atrás da orelha para ter aceitação na escola e ser visto como descolado perante seus amigos. Assim, é imperioso que políticas publicam sejam aplicadas, a fim de reverter esse cenário.
Urge, portanto, que medidas são necessárias para mitigar essa problemática em questão. Para que isso ocorra, O Ministério da Educação - responsável pela formação educacional dos cidadãos -, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio – educativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social sobre os problemas do tabagismo. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do consumo exagerado da nicotina. Espera-se, dessa forma, que o Estado ideal e seu corpo social isento de problemas e conflitos seja, de fato, alcançado pelo Brasil.