Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/08/2020

A Era de Ferro do cigarro

Audrey Hepburn tornou sua personagem Holly Golightly em “Bonequinha de Luxo” um clássico da moda. Décadas se passaram e seu vestido preto Givenchy ainda é um ícone de bom gosto, porém é interessante destacar que o figurino usado no pôster do filme tem como assessório o cigarro. Se a Era de Ouro de Hollywood trazia uma visão elegante e glamorosa sobre o ato de fumar – afinal, a arte é um produto do seu tempo -, atualmente o teor da atividade mudou e seus prejuízos são bem conhecidos. Logo, pode-se entender essa problemática a partir das esferas pessoal e social.

O cigarro pode entrar na vida do fumante por vários modos, mas logo vira uma unanimidade quanto as expectativas postas nesse pequeno objeto. A fim de ser socialmente aceito em grupos ou simplesmente por achar algo interessante, as pessoas – muitas vezes bem jovens – começam com o que vem a ser um hábito nocivo. Contudo, fumar vira um catalisador de emoções, ou seja, uma fuga das frustrações e decepções pessoais, além da ansiedade tão presente no dia a dia. Portanto, para esses indivíduos, deixar o vício é aprender a lidar com as próprias questões – o que não é fácil.

E se com o cinema do século XX o tabaco teve sua época de ouro, agora ele passa pela era de ferro com tantas pesquisas acerca dos prejuízos que provoca para a saúde e sociedade. Em outros termos, o cigarro causa problemas respiratórios, cardíacos e contém substâncias cancerígenas, o que o faz ser classificado como uma epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ademais, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com outras instituições e organizações, o Brasil gasta anualmente mais de R$50 bilhões com as despesas causadas pelo uso do cigarro.                  Portanto, com o passar do tempo, o cigarro perdeu o status do luxo “hollywoodiano”, mas ainda se faz presente no cotidiano das pessoas. Por conseguinte, se faz necessário que o Ministério da Saúde associado ao da Educação garantam palestras nas escolas de ensino fundamental e médio, alertando sobre as consequências terríveis do uso do tabaco, tendo em vista uma prevenção para evitar futuros fumantes. Somando-se a isso, ONGs precisam ter psicólogos para atender indivíduos que tentam acabar com o vício, dando a eles condições e apoio para tal.