Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/08/2020
Parafraseando Mark Twain, um escritor e humorista norte-americano, “Deixar de fumar é fácil. Eu já deixei umas cem vezes”. Sabe-se que a problemática do tabagismo tornou-se crescente no séc.XXI. Indubitavelmente, o uso do cigarro gera vício devido à nicotina presente na composição do tabaco, e seu consumo contínuo corrobora com o desenvolvimento de doenças irreversíveis. Ademais, os fumantes passivos também estão suscetíveis a tais infortúnios, visto que a fumaça inalada não passa pelo processo de filtragem que há no cigarro, sendo assim, as toxinas encontram-se mais concentradas. Com isso, nota-se que medidas são necessárias para cessar os imbróglios gerados.
Primeiramente, de acordo com estudos químicos e biológicos, a combustão do cigarro produz partículas de oxigênio chamadas de radicais livres que, após um tempo, oxidam e deterioram os tecidos. Desta forma, além de ser evidente que o ato constante de fumar ocasiona a síndrome de abstinência, descrita de forma humorística por Mark Twain, os riscos à saúde são inúmeros. Como exemplo, destacam-se as doenças respiratórias, cancerígenas, cardiovasculares e de circulação sanguínea.
Por conseguinte, de acordo com o Ministério da Saúde, 5 milhões de pessoas morrem por doenças ligadas ao tabagismo e dentre elas 30% são fumantes passivos que, devido à inalação da fumaça ambiente, podem adquirir as mesmas doenças de um fumista. Vale destacar que, hodiernamente, sobretudo entre os jovens, tornou-se comum o uso do narguilé, um tipo de cachimbo de água de origem oriental, que, ao contrário do que se pensa, é mais prejudicial do que os fumos convencionais, pois estão sujeitos a outros vários tipos de doenças. Segundo relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), a rodada de 1 hora desse cachimbo pode ter efeito equivalente a 100 cigarros.
Em suma, é perceptível que, para frear a problemática do tabagismo, é necessário que haja planejamentos com benefícios em longo prazo. Sendo assim, o Ministério da Saúde, junto a mídia, devem promover campanhas de conscientização social sobre os danos do fumo para a saúde dos fumantes ativos e passivos, afim de evitar novos consumidores e enfermos. Em seguida, as instituições de ensino, aliadas aos profissionais de saúde, busquem incentivar e comunicar, através de seminários e palestras, sobre os tratamentos para os viciados. Dessa maneira, os fumistas terão informações necessárias para buscar assistência. Por fim, o fumante deve refletir sobre sua condição de saúde atual com intuito de prevenir e tratar possíveis quadros agravantes, como também servir de exemplo para outros. Dito isso, espera-se que os impactos atuais sejam minimizados e não afetem, a longo prazo, a qualidade de vida das gerações futuras.