Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/08/2020
Walt Disney, famoso criador de desenhos animados de fama mundial, morreu devido a um câncer de pulmão ocasionado pelo uso excessivo de cigarros. Apesar de ter vivido durante o século XX, tal fato poderia acontecer na atualidade, visto que o tabagismo ainda configura um grave problema de saúde pública, principalmente no Brasil. Nessa perspectiva, faz-se necessário debater os principais causadores do imbróglio - seja a falta de ação governamental, seja a má influência da mídia -, a fim de buscar soluções possíveis.
A princípio, é indubitável que a ausência de medidas estatais é um grave estimulador da problemática supracitada. Nesse viés, o economista indiano Amartya Sen afirma que “O Estado deve assegurar o bem-estar da sociedade”. Contudo, é incontrovertível que falha nessa obrigação à medida que não dispõe de mecanismos que desestimulem a venda de cigarros no território nacional, como o aumento da taxação fiscal e o impedimento da disponibilização em lojas de grande fluxo. Assim, haja vista tratar-se de um objeto de fácil acesso, há o severo estímulo ao seu uso, o que contribui para o aumento das doenças pulmonares, como o câncer.
Ademais, a atuação dos setores midiáticos incentiva ainda mais o tabagismo. Nessa esteira, Adorno e Horkheimer, filósofos da Escola de Frankfurt, apontam que, após a Revolução Industrial, a cultura passou a agir conforme os interesses das grandes empresas. Sendo assim, uma vez que a indústria tabagista apresenta grandes lucros, faz uso do cinema para incentivar o ato de fumar. Dessa maneira, a arte - que deveria ser a mais importante ferramenta de estímulo ao pensamento social consciente -, age como promotor desse austero problema de saúde pública.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar o quadro deletério. Dessarte, o Ministério da Saúde, órgão que prima pela qualidade de vida dos brasileiros, deve, por meio de parcerias com o Ministério da Economia, desestimular o tabagismo. Tal ação, com o fito de diminuir o número de casos de doenças geradas pelo fumo, dar-se-á com o aumento dos impostos que incidem sobre o cigarro e com a proibição da comercialização em supermercados e postos de gasolina. Fora isso, as produtoras de filmes devem parar de mostrar cenas em que apareçam pessoas fumando. Dessa forma, casos como o de Walt Disney tornar-se-ão incomuns.