Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/08/2020
Dependência. Influência. Problemas de saúde. Esses elementos caracterizam o tabagismo no século XXI. O vício em nicotina não é algo recente, visto que as primeiras unidades de seus derivados começaram a ser comercializadas em 1850 na Inglaterra. Desde então o número de usuários cresceu exponencialmente, e mesmo o cigarro sendo o único produto que faz propaganda contra si mesmo com fotos e depoimentos de usuários afetados nas embalagens, as pessoas acabam se persuadindo a usá-lo, estando então expostas as inúmeras consequências negativas que são observadas principalmente na saúde do indivíduo.
Em primeiro lugar, é necessário entender que grande parte dos fumantes tiveram contato com o cigarro por influência de um amigo, familiar, ou até mesmo por terem visto em uma cena de televisão. Segundo uma pesquisa feita pelo Washington Post em 2017, 1 em cada 3 fumantes menores idade começam a fumar influenciados por séries ou filmes. Fato esse que é evidenciado na série “Stranger Things” em que 182 cenas apresentam personagens utilizando tabaco, concretizando o Fato Social do sociólogo Durkheim, que diz que a sociedade influencia diretamente o indivíduo em particular.
Concomitantemente, é comprovado cientificamente que o tabaco causa diversos efeitos negativos no organismo de seu usuário, visto que, em sua composição possui 4.700 substâncias tóxicas. Segundo uma pesquisa feita em 2017 pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), 428 pessoas morrem por dia no Brasil devido a problemas causados pelo uso do cigarro, cerca de 12,6 % das mortes anuais.
Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para mitigar a problemática. Para que crianças e adolescente aprendam a não ser influenciados por séries e filmes, cabe ao Ministério da educação (MEC) em parceria com as escolas de todos os municípios, promover palestras com médicos e especialistas, direcionando-as a alunos de séries iniciais até as finais, pois assim aprenderão desde pequenos sobre os perigos do cigarro. Ademais, as prefeituras municipais devem realizar rodas de conversas semanais com especialistas, para quem deseja parar de fumar, dando todo o suporte. Pois, somente assim inúmeras vidas poderão ser salvas desta dependência.