Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/08/2020
A série “Euphoria” aborda, além de outros fatores, o tráfico e uso de drogas por meio do personagem Ashtray (cuja tradução é cinzeiro). Fora de ficção, é indubitável que na realidade brasileira do século XXI, a utilização de substâncias prejudiciais, especificamente o tabaco, faz-se extremamente presente na sociedade e produz consequências terríveis. Com isso, é necessário discutir acerca de tal problemática, com ênfase nos vícios e malefícios ao corpo, bem processo histórico-cultural.
Em primeiro plano, o fumo do tabaco pode ser interpretado como uma válvula de escape para o estresse do cotidiano antrópico e causa diversos prejuízos ao corpo humano - como problemas na respiração e vício - fator tratado no panorama da Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman. Sob essa análise, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a nicotina, substância encontrada no tabaco, causa dependência e gera sensação de prazer, além de modificar o comportamento do indivíduo. Dessa forma, tal produto é extremamente nocivo à saúde humana -, embora seja uma droga lícita no Brasil-, já que resulta, infelizmente, no vício imensurável.
Ademais, é fato que a cultura do fumo emergiu de um processo histórico no país, porém possui mais usuários na atualidade por conta da acessibilidade da droga. Paralelamente a isso, no Brasil Colônia essa problemática era símbolo de status social, pois apenas os mais favorecidos poderiam obter o produto. Em contrapartida, no século XXI, os processos industriais e a tecnologia promoveram grande disponibilidade e derivados do tabaco - como cigarro, charuto, cachimbo e narguilé. Sendo assim, a produção excessiva gera ainda mais fumantes e dificulta a redução eficiente da circulação narcótica.
Portanto, o tabagismo causa diversos malefícios e é cada vez mais produzido. Dessa forma, o Ministério da Saúde - responsável por garantir condiçoes a uma boa saúde dos brasileiros - deve fornecer auxílio eficiente aos dependentes químicos em redes de recuperação, por meio de verbas governamentais, a fim de reduzir os vícios representados por Ashtray.