Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/09/2020
Em “O Autor da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece criticas ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações problemáticas no que se refere ao tabagismo, uma vez que as reações do manuseio do cigarro provocam inúmeros males ao bem estar humano. Sendo assim, evidencia-se a necessidade de promover soluções no que tange a questão dessa prática, que persiste sendo influenciada pela carência de informação da população sobre o problema do ato, tendo como consequência a dependência dele.
A princípio, a falta de ensino ao público em relação aos malefícios do consumo de cigarros ou de outros produtos que contenham tabaco apresentando nicotina, caracteriza-se como complexo impulsionador da doença. Dessa forma, Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Entretanto, nota-se que a consciência dos perigos do uso dessa droga ainda não está inserida na sociedade, — dado que a Organização Mundial da Saúde estima que um terço da população global adulta seja fumante, — o que funciona como um forte empecilho para a deter tal impasse.
Em consequência disso, surge o vício físico provocado pela nicotina, intensificando a gravidade do problema. Assim, de acordo com o site g1, um estudo internacional sobre políticas de controle de tabaco apontou que 89% dos brasileiros que se declararam fumantes lamentam ter começado a fumar e 54% deles alegaram ser dependentes do cigarro. À vista disso, em sua obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis cita que o vício é muitas vezes o estrume da virtude. Logo, é nítido que o comportamento vicioso provocado pelo tabagismo é presente no cotidiano de grande parte da população, colocando em risco seu comportamento e sua saúde, sendo que esse exercício é considerado pela OMS como a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
Destarte, é notório que o tabagismo é perigoso e precisa de uma resolução definida, uma vez que é intensificado por uma lacuna informacional, tendo como efeito a dependência dessa prática. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o poder midiático, desenvolva projetos informacionais — como palestras, campanhas e eventos abertos ao público, — que eduque as pessoas sobre os riscos e consequências do manuseio do tabaco. Ademais, é importante que essas ações sejam expostas nas redes sociais desse órgão e nos comerciais televisivos, apresentando entrevistas com vítimas do problema e profissionais da saúde, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os males desse consumo e oferecer ajuda para o abandonar o hábito.