Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 25/08/2020
No limiar da década de 60, o ato de fumar tabaco era considerado um rito de passagem para a vida adulta. A partir desse processo, as indústrias tabagistas investiram extremamente na venda de cigarros, criando propagandas com pessoas atraentes e sofisticadas fumando o seu produto, com a intenção de que a sociedade enxergasse o uso dessa droga como algo “chique”, e foi o que aconteceu. Dentro dessa questão, pode-se ressaltar que o tabagismo é uma doença (dependência de nicotina) que tem relação com aproximadamente 50 enfermidades. Outro fator existente, é a influência direta e indireta que as propagandas de tabaco possuem em relação as pessoas.
Em primeira análise, segundo o médico oncologista Antônio Drauzio Varella, no Brasil de hoje, fumamos menos do que em todos os países da Europa. Alemanha, Inglaterra, Áustria, Noruega, Dinamarca, Itália e outros países com níveis de escolaridade, renda per capita e organização social bem superiores aos nossos, fumam mais do que nós. Embora, o número de fumantes tenha diminuído consideravelmente, o de mortes e pessoas com doenças desenvolvidas pelo uso ainda é muito alto. Tal contexto aplicasse na música, O cigarro e o fumante, composta pelo Cantor Toinho de Aripibu, letra na qual ele relata de forma direta algumas doenças causadas pelo tabaco. Sendo identificada em alguns versos, como: “Eu já causei muito edema pulular! Tuberculose, trombose, tosse, gastrite, sinusite, bronquite quem quiser, tenho pra dar!”
Na atualidade, as propagandas sobre o tabaco têm sido criadas de forma mais consciente, com a intenção de alertar o cidadão sobre os riscos que a utilização causará em sua saúde. Frente a isso, é visível a mudança no estilo das propagandas da década de 60 e dos dias atuais. Quando se analisa a propaganda do cigarro da marca Charm, a qual diz que em momentos expecíficos o importante é ter charme, fazendo uma relação ao cigarro apresentado. No entanto, atualmente, possui imagens e informações representando o mal que o cigarro faz na saúde do fumante, como exemplo a embalagem da marca Warning. Por isso, é de suma importância que a equipe de marketing e venda de produtos, continuem compartilhando os malefícios do cigarro a saúde humana.
Pela observação dos fatos mencionados, conclui-se que o tabaco não é saudável para o cidadão. É função do Ministério da Saúde, continuar fiscalizando a proibição da publicidade, as figuras horríveis impressas nos maços e em suas embalagens, o combate ao fumo passivo em ambientes públicos, entre outros fatores, por meio de reuniões com os diretores de marketing das indústrias, a fim de que consigam informar o fumante dos riscos da sua compra. A partir dessas medidas, será possível diminuir o número de tabagistas no Brasil.