Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/08/2020
Em meados do século XX, nas telas dos televisores, uma propagando da marca de cigarro Marlboro começou a ser exibida em horário nobre. Assim sendo, essa propaganda continha elementos que indicavam que as pessoas que começassem a consumir esse produto, seriam jovens, atraentes e corajosas, assim como o fazendeiro do comercial. Contudo, contrariando essa questão, a maioria dos atores que estrelaram essa propaganda, morreram de câncer de pulmão gerado pelo tabagismo excessivo. Com isso, é evidente que essa prática é nociva à saúde, necessitando de uma discussão não só sobre as consequências do consumo desenfreado do cigarro, mas também sobre os fatores que influenciam essa utilização.
A priori, é válido evidenciar que mesmo com a proibição das propagandas de cigarro, o consumo desse produto ainda continua em uma linha crescente. Isso porque, outras esferas da mídia ainda continuam utilizando o cigarro em suas produções. Um exemplo disso é a série adolescente American Horror Story, que contém o consumo exagerado de cigarro em todas as temporadas, principalmente por mulheres, objetivando um falso empoderamento. Dessa maneira, é notável que a mídia é um dos principais órgãos de influência ao tabagismo, mesmo que de maneira indireta, ou seja, sem ter essa indução como objetivo principal.
Ademais, é importante destacar uma pesquisa realizada pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), a qual demonstra que o segundo tipo de tumor mais encontrado na população brasileira está no pulmão. Diante disso, é redundante dizer que esse fato está relacionado com o tabagismo excessivo, visto que, segundo o Inca, 38% da população consome esse produto que contém mais de 4.000 substâncias tóxicas. Sob esse viés, é coerente dizer que a indústria não está preocupada com a saúde da população, mas sim com o seu lucro, dado que elaboram produtos que são viciantes e tóxicos.
Portanto, é inegável dizer que o tabagismo é totalmente maléfico e que precisa de soluções efetivas rápidamente. Segundo a filosofia maquiavélica, o governante deve fazer de tudo para se manter no poder e gerar boas condições a população. Dessa forma, é necessário que o poder legislativo, juntamente com o Ministério da Saúde, elaborem leis concretas através de estudos e planejamentos acerca do tabagismo, além de criar campanhas de conscientização dos malefícios que essa prática causa, seja por meio da internet ou em postos de saúde, a fim de diminuir o uso desenfreado do cigarro e, futuramente, cessar essa questão. Afinal, em um país democrático, todos devem ter boas condições de vida.