Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 29/08/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de fatores de ordem governamental como de ordem social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, no Brasil, as políticas são ineficazes de acordo com a Agenda 2030, uma coleção de metas criadas pela Assembleia das Nações Unidas tem como uma das medidas, o alcance da saúde e do bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que a Agenda propõe, uma vez que o tabaco contém mais de 4000 substâncias tóxicas, de acordo com o blog “Sesifarmácia” e mesmo assim, é vendido nas prateleiras do comércio capitalista.
A posteriori, as relações hodiernas têm grande influência no vício em nicotina. Para o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, o ser humano substitui os projetos para um futuro próximo, pelo prazer instantâneo, para preencher os vazios assim como pautado no ideal de liquidez. Paralelamente, ao decorrer o uso de tabaco, os jovens buscam uma forma momentânea de fugir dos problemas no trabalho e na vida pessoal, no entanto, não pensam nas consequências do uso prolongado dessa substancia no corpo. Portanto, como mencionado pelo filósofo, o estilo de vida na contemporaneidade é um desafio para combater o tabagismo no século XXI.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Dessarte, o Estado em parceria com os agentes de saúde deve criar programas preventivos para intervir nas pessoas pré-dispostas ou que já estão dependentes ao uso do cigarro, buscando desenvolver a conscientização dos problemas para saúde. Ademais, o Poder Estatal Em parceria com os veículos midiáticos, deve potencializar a disseminação de informações por meio de propagandas de cunho informativo que contenha orientações sobre as consequências do tabagismo com uma linguagem de fácil compreensão, deve ser publicadas, tanto a televisão, quanto nas redes sociais com fito de promover o conhecimento acerca do tema. Dessa forma, a situação será atenuada e assim a coletividade poderá aprender com o passado e combater o tabagismo no país.