Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/09/2020

O tabaco foi utilizado como um objeto  de troca nas grandes navegações marítimas e, por isso, recebeu admiração por diversas culturas. Indubitavelmente, já no século XX, o capitalismo consolidou o cigarro como produto de alta lucratividade e cada vez mais foram disseminadas propagandas que elevavam os status socioeconômicos dos fumantes. Em controvérsia a esse ideário, as comprovações científicas das últimas décadas apontam que o tabagismo afeta negativamente a saúde da população. Sob esse viés, urge avaliar os problemas ocasionados pelo tabagismo e suas consequências sociais.

Em primeiro plano, cabe destacar que nos dias hodiernos o câncer de pulmão é o que mais mata no mundo inteiro. No entanto, visto que nas pessoas que fumam a probabilidade de adquirir tal problema é maior, essa pode ser considerada uma das causas do uso de tabaco. Destarte, um dos grandes problemas enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a responsabilidade com os fumantes, que compromete cerca de 30% dos recursos destinados à saúde pública. Ademais, apesar de que a Constituição Federal de 1988 consta o dever do Estado em garantir o bem-estar físico e emocional dos cidadãos brasileiros, o Brasil é um país onde não são desenvolvidas políticas públicas para fim de promover a integridade dos direitos garantidos na lei.

Convém também salientar, em segundo plano, os efeitos sociais gerados por conta do uso de cigarros.

Diante desse cenário, vale mensurar que o tabaco relaciona-se com diversas enfermidades e é um dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, pulmonares e a precocidade da impotência sexual, por exemplo. Logo, de acordo com estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte mais evitável no mundo, evidenciando o seu prejuízo para a sociedade. Outrossim, além da deficiência que pode vir a gerar na população economicamente ativa dos países, já que grande parte são jovens e há um alto índice de mortalidade remetido à prática, danifica também a natureza, pois afeta ar, solo e água.

Infere-se, portanto, que o tabaco corrobora com problemas de saúde e gera consequências danosas a todo o corpo social. Nesse sentido, é imperioso que o Governo, representado pelo Ministério da Saúde, elabore projetos de amparo ao grupo em situação de dependência psicológica do cigarro com o intuito de recuperar o bem-estar dos indivíduos e reduzir os índices do tabagismo no mundo. Além disso, é de extrema relevância que a temática seja debatida no ambiente escolar a fim de que crianças e adolescentes compreendam a gravidade do ato para a população. Com efeito, espera-se diminuir o número de fumantes e, assim, vivenciar uma sociedade mais saudável.