Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/09/2020

Na série Americana “Todo Mundo Odeia o Cris” é demostrado em alguns episódios o uso frequente de cigarros pelos usuários do bairro do Brooklyn. No entanto, fora da ficção cenas como essa são cada vez mais frequentes na realidade contemporânea, o que gera um grande problema pelo fato de muitos não conhecerem os riscos para a saúde. Por isso, torna-se necessário o debate acerca do assunto que possui como causas: legado histórico e ausência de uma base educacional.

Em primeira análise, o legado histórico mostra-se como impulsionador na consolidação do problema. Desse modo, durante meados do século XVII, o Brasil se tornou um dos maiores produtores e exportadores de tabaco do mundo. Sob esse viés, fica nítido que, o uso do produto está enraizado na sociedade por séculos, passando de geração após geração, e sem uma  intervenção adequada no assunto sobre os males acometidos na saúde.

Outrossim, a ausência de uma base educacional também encontra raízes férteis no que tange ao tema. Nesse contexto, o revolucionário africano Nelson Mandela, traz uma contribuição importante ao enfatizar que a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Seguindo essa linha de raciocínio, é evidente que essa arma não está sendo utilizada nos dias atuais pois, o legado do tabagismo ainda permeia a sociedade, visto que, de acordo com dados da Revista Galileu, a venda de cigarros gera 6,3 bilhões por ano.

Portanto, medidas são necessárias para resolução desse viés. Cabe ao Ministério da Educação, elaborar um projeto que tenha como princípio a realização de palestras e rodas de conversas em escolas e praças públicas, visando a conscientização em massa. Tal medida também poderá contar com a participação de Enfermeiros (profissionais responsáveis pela orientação e prevenção social). Somente assim, poderá se construir uma sociedade mais consciente que se difere do exposto na série Todo Mundo Odeia o Cris.