Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 31/08/2020
No ano de 1955 a industria tabagista lançava a sua principal campanha, “Cowboy” da Malboa, com o objetivo de incentivar ainda mais o consumo do cigarro. Atualmente, as propagandas dos mesmos são proibidas por lei, devido aos riscos causados à saúde pública. No entanto, mesmo com a proibição, o tabagismo ainda se revela um problema alarmante no século XXI e suas consequências desastrosas, seja em virtude da insuficiência legislativa, seja pelo seu legado histórico.
Sob esse viés, convém ressaltar a insuficiência de leis como um dos fatores que corroboram para esse revés, pois mesmo com a proibição de qualquer propaganda que incentive o seu uso, ainda existem séries e filmes que retratam pessoas fumando em momentos prazerosos, contribuindo assim, mesmo que indiretamente ao tabagismo. Os malfazejos do uso do cigarro que esses filmes e séries muitas vezes não mostram, estão ligados, segundo a revista “Galileu”, a doenças como câncer, doenças cardíacas, pulmonares, entre outras.
Além disso, outro ponto relevante é o legado histórico enraizado socialmente do glamour atribuído ao tabagismo pelas empresas e mídias da época. Nesse sentido, a frase do filósofo Arthur schopenhauer, em que a maior burrice que um homem pode cometer é arriscar a sua saúde em prol de qualquer outra coisa, parece fazer uma alusão a contemporaneidade, onde o homem arrisca sua saúde em troca de seu enganoso simbolo de “poder”.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra o Ministério da Saúde, junto as mídias digitais devem desenvolver campanhas por meio das redes, pontuando as consequências sociais e pessoais do tabagismo, e as doenças que a cercam, bem como a criação de “hashtags” contra o uso do cigarro, com o objetivo de alcançar um maior numero de pessoas, disseminar informação e atenuar esse entrave social.