Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de fatores de ordem governamental como de ordem social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que de acordo com A Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prever, como garantia fundamental, o direito à educação e saúde, contudo, o número exacerbado de uso do tabaco é reflexo da orientação educacional deficiente do Estado logo, ao não ser passível de informação, infere-se que os indivíduos não têm consciência das consequências do uso do cigarro para a saúde. Por isso, tendem a usar-lo como meio de afirmação social, assim como no século XX.       Outrossim, destaca-se a falta de informação social como impulsionador da problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que as relações hodiernas tem grande influência no vício em nicotina. Para o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, o ser humano substitui os projetos para um futuro próximo, pelo prazer instantâneo, como forma de preencher os vazios assim como pautado no ideal de liquidez. Paralelamente, ao decorrer o uso de tabaco, os jovens buscam uma forma momentânea de fugir dos problemas em casa, no trabalho e na vida pessoal, no entanto, não pensam nas consequências do uso prolongado dessa substancia no corpo.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Dessarte, o Poder Estatal em parceria com os veículos midiáticos, deve potencializar a disseminação de informações. Para isso, propagandas de cunho informativo com orientações sobre as consequências do tabagismo, logo deve ser publicadas, tanto na televisão quanto nas redes sociais, com fito de promover o conhecimento acerca do tema. Dessa forma, a situação será atenuada. e a coletividade poderá aprender com o passado e combater o tabagismo no país.