Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/09/2020

Bronquite. Enfisema pulmonar. Câncer. Essas são algumas doenças que se potencializam com o uso do tabaco na sociedade brasileira. Apesar do consumo estar diminuindo gradativamente, ainda assim esse problema deve ser analisado com muita atenção. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma problemática de contornos específicos, em virtude da má influência midiática e pela busca de prazeres instantâneos.

Em primeiro plano, deve-se atentar para a negativa influência midiática presente na questão. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão e persuasão. Nessa perspectiva, observa-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação populacional a respeito dos problemas derivados do uso do tabaco, como doenças respiratórias, cardíacas e o aumento da chance de mortalidade em nove vezes por câncer de pulmão segundo a OMS, opta pela glamourização do fumo. Tal ação midiática é velada em séries e filmes e influenciada pela industria de cigarros.

Além do mais, ressalta-se que o imediatismo também se configura como um entrave no que tange à resolução da toxomania. De acordo com o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, a busca por prazeres instantâneos é justificado como sentido da vida moral. No entanto, essas buscas caracterizam como um agravador na questão do vício, em especial da nicotina, principal componente do tabaco. Segundo o INCA ( Instituto do Câncer), a fumaça inalada no ato de fumar leva apenas 6 segundos para chegar na corrente sanguínea e no cérebro, levando os usuários a uma sensação oposta à ansiedade, pela queda da pressão arterial. Assim, a procura por jubilo de forma imediata e irracional impede que o problema seja resolvido, podendo, inclusive, trazer consequências que agravam a situação.

Infere-se, portanto, que o tabagismo é um grande desafio no Brasil. Sendo assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influencia midiática sobre o consumo de cigarro. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio de produções de videos que alertem sobre os reais impactos a saúde ao fumar, comparando o tratamento que a mídia da com os relatos de pessoas que vivenciaram o vício. É possível também, criar uma ‘hashtag’ para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências da abordagem que a mídia faz sobre o assunto. Com tais medidas, a população ficará mais consciente dos seus atos tal qual seus incisivos desdobramentos.