Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 01/09/2020
O tabaco foi utilizado primordialmente por indígenas, como instrumento em rituais sagrados e de uso medicinal, o que se difundiu pela expansão marítima e colonização europeia. Dessa forma, o hábito está arraigado na sociedade desde então, ocasionando consideráveis problemas na saúde pública e na economia e deve ser erradicado.
Nesse sentido, posteriormente, o tabaco foi usado para fins medicinais na família real francesa, por meio de Jean Nicot, o qual incluiu a nicotina no cigarro, sendo a substância mais viciante e prejudicial. Desse modo, os distúrbios cardíacos e pulmonares são os mais frequentes, bem como problemas nas mucosas pela alta temperatura na fumaça, diversos tipos de câncer e complicações em todo o organismo. Essas ocorrem não só nos usuários, mas também aumenta a probabilidade de doenças em todos que convivem, chamados de “fumantes passivos”, mais propensos a desenvolverem o mesmo vício.
Ademais, com os problemas de saúde gerados, as consequências econômicas são significativas, pelo suporte necessário aos tratamentos na rede pública ocasionados pelo uso do cigarro, tendo em vista que o giro monetário pela produção e venda do tabaco, não preenche esse rombo. Contrariamente, a despesa diária com a droga, acentua a pobreza e a desigualdade, considerando a falta de equilíbrio ao gastar com o vício, que segundo Aristóteles, é o contrário da virtude e afasta o indivíduo da ordem.
Portanto, é indubitável a necessidade da restrição desse hábito. Para isso, o Poder Executivo nacional, deve promulgar uma lei voltada para o impedimento, tanto da produção, quanto do consumo da droga, redirecionando os recursos financeiros, utilizados anteriormente no tratamento de problemas advindos dessa prática, para o auxílio contra a dependência. Os espaços e os funcionários das fábricas de produção do tabaco, seriam utilizados para investir na indústria brasileira com outro produto, gerando efetivo desenvolvimento econômico, a fim de que a sociedade se liberte do vício e migre para a virtude, à luz de Aristóteles.