Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/09/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de fatores de ordem governamental como de ordem social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que de acordo com a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prever, como garantia fundamental, o direito à educação e saúde. Contudo, o número exacerbado de uso do tabaco é reflexo da orientação educacional deficiente do estado. Logo, ao não ser passível de informação, infere-se que os indivíduos não têm consciência das consequências do uso do cigarro para a saúde. Por isso, tendem a usar como meio de afirmação social, assim como no século XX.

Outrossim, destaca-se a falta de informação social como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que as relações hodiernas têm grande influência no vício em nicotina. Para o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, o ser humano substitui os projetos para um futuro próximo pelo prazer instantâneo, como forma de preencher os vazios assim como pautado no ideal de liquidez. Paralelamente, ao decorrer o uso de tabaco, os jovens buscam uma forma momentânea de fugir dos problemas em casa, no trabalho e na vida pessoal, no entanto, não pensam nas consequências do uso prolongado dessa substancia no corpo.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Dessarte, o Governo em parceria com os veículos midiáticos, deve potencializar a disseminação de informações por meio de propagandas de cunho informativo com orientações sobre as consequências do tabagismo e deve ser publicadas, tanto na televisão quanto nas redes sociais, com fito de promover o conhecimento acerca do tema. Dessa forma, a situação será atenuada e a coletividade poderá aprender com o passado e combater o tabagismo no país.