Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 04/09/2020
De acordo com uma pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde,um em cada cinco pessoas no mundo fuma.Nessa perspectiva,observa-se a ocorrência do tabagismo no cenário mundial,o qual afeta à saúde de milhares de indivíduos,em virtude das substâncias tóxicas presentes no cigarro.Tal panorama aliado à naturalização do uso desse entorpecente corrobora para a permanência desse ciclo vicioso no âmbito social.Nesse contexto,urge analisar como o condicionamento social e a negligência governamental impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar,a princípio, que a reincidência do tabagismo está intrinsecamente relacionada ao condicionamento dos indivíduos aos padrões comportamentais propagados no meio social.Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, a indústria cultural utiliza os veículos de comunicação de massas para disseminar modelos de consumo que geram uma falsa sensação de felicidade.Sob tal ótica,no século passado o cigarro era sinônimo de prestígio social,à medida que as publicidades incitavam o público jovem a consumirem o tabaco,em razão do forte apelo midiático aos efeitos de prazer proporcionados pelas substâncias viciantes do cigarro.Diante disso,hodiernamente,apesar da proibição as publicidades abusivas, percebe-se a manutenção do ato de fumar,fruto de paradigmas estabelecidos no âmbito social.
Outrossim,vale salientar a ineficácia das políticas públicas de combate ao tabagismo como fator preponderante para a ocorrência precoce do ato de fumar pelo público jovem.Conforme um estudo realizado pelo Ministério da Saúde,o número de fumantes cresceu entre indivíduos de 18 a 24 anos.Nesse viés,é perceptível as mínimas iniciativas do Estado em atuar de forma preventiva ao ato de fumar,uma vez que houve um aumento no número de fumantes no cenário nacional.Isso ocorre,sobretudo,devido às poucas campanhas de conscientização social sobre os riscos à saúde propiciados pelo cigarro,como cânceres e problemas cardiovasculares.Por conseguinte,essa conjuntura corrobora para o aumento no número de fumantes.
Infere-se,portanto,que é imprescindível adotar medidas para minimizar a ocorrência do tabagismo no âmbito social.Logo,cabe ao Ministério da Educação - órgão do Estado responsável pelas diretrizes educacionais - promover palestras nas escolas,para pais e alunos,as quais elucidem os prejuízos à saúde e os riscos a dependência proporcionadas pelo uso recorrente do cigarro,haja vista que ações sociais coletivas têm imenso poder transformador.Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados na área,como médicos e psicólogos,com o fito de mitigar a prática de fumar no seio social.