Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/09/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê que toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar. Todavia, na prática esse direito é deturpado, uma vez que o tabagismo está presente na sociedade causando impactos na saúde da população fumante e não-fumante. Sob essa perspectiva, podemos destacar como consequências principais o aumento no risco de desenvolvimento de câncer em fumantes e os problemas causados aos fumantes passivos.
Em primeiro plano, o hábito de fumar é um fator de extremo risco quanto ao desenvolvimento de câncer, uma vez que a fumaça tem inúmeras substâncias cancerígenas em sua composição. Nesse cenário, o filme “A culpa é das Estrelas”, traz a personagem Hazel Grace, portadora de um grave câncer de pulmão que a faz ficar presa a um cilindro de oxigênio, faz uma reflexão sobre como algumas pessoas ficarão na mesma situação que ela ao fazerem uso do cigarro. Para além das telas, a reflexão de Hazel Grace é um reflexo da falta de informação que os fumantes têm sobre os reais impactos na saúde que o uso contínuo de cigarro pode causar.
Outrossim, os malefícios do fumo não se restringem aos usuários, uma vez que a fumaça não inalada pelos fumantes fica no ar e acabam afetando as pessoas que convivem no mesmo ambiente. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição tabagística ambiental é a maior fonte de poluição em ambientes fechados e o tabagismo passivo, a 3ª maior causa de morte evitável no mundo. Ou seja, evitar que a fumaça do cigarro interfira na vida de terceiros faz-se imperiosa. Por essa razão, deve haver políticas públicas que visem a coibição de que fumantes façam uso do cigarro em áreas comuns de maneira assertiva.
Portanto, o combate ao fumo faz-se imprescindível e urgente. Por essa razão, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação deve promover palestras e seminários em escolas e universidades com o objetivo de conscientizar principalmente os mais jovens sobre os efeitos do cigarro no corpo. Com esse objetivo, as campanhas informativas devem ter caráter informativo e devem ser claras para total entendimento. Dessa forma, haverá diminuição no consumo e consequente queda nos casos de câncer relacionados à fumaça do cigarro, uma vez que o combate estará focado em não deixar que o vício comece.