Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 09/09/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade idealizada, formada por um corpo social isento de conflitos e problemas. Fora da ficção, vê-se que na realidade contemporânea brasileira, ocorre o oposto do que o autor prega, uma vez que existem barreiras como o intenso uso de cigarros entre os indivíduos. Esse cenário antagônico é fruto tanto da busca por inclusão social em determinados grupos, quanto da negligência governamental em buscar soluções para a questão.

Em abordagem inicial, vê-se que o desejo constante da sociedade de se enquadrar em determinados grupos sociais, corrobora para a utilização de cigarros. Nesse sentido, ganha voz o pensamento do filosofo francês Jean Jacques Rousseau,  o qual defendeu que o homem é produto do meio em que vive. De maneira análoga, nota-se que em virtude da utilização de tabaco em certas relações sociais, em sua maioria entre jovens, os indivíduos sentem-se pressionados nos espaços de sociabilidade, pois  caso não utilizem, serão excluídos do circulo de amizades. Assim, fica claro que os usuários de cigarro estimulam suas companhias em utilizar o tabaco, visando inclusão e aceitação social.

Além disso, a ausência governamental no que tange ao estímulo a sociedade em não utilizar cigarro, contribui para o atual quadro de tabagismo, além de fomentar prejuízos financeiros. Por exemplo, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rombo nos cofres públicos brasileiros é de 14,7 bilhões de reais, ocasionado pelos gastos com os problemas de saúde advindos do uso frequente de cigarro. Nessa perspectiva, é evidente que a  negligência do governo em investir em políticas públicas que visem mitigar o uso de cigarro pelos individuos, intensifica a questão do tabagismo.

Infere-se, portanto, que urgem medidas efetivas que busquem diminuir o uso de tabaco na sociedade brasileira. A priori, compete ao governo, em parceria com a mídia, a divulgação e promoção de campanhas educativas que abominem o uso de cigarro entre os indivíduos, por meio dos veículos de comunicação (jornais, televisão, revistas), com o intuito de conscientizar a população acerca dos malefícios da constante utilização de tabaco, fazendo com que diminua os problemas de saúde relacionados as substancias nocivas, como consequência, haverá menos gastos governamentais. Com essas ações, espera-se reduzir os problemas do tabagismo no Brasil.