Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/09/2020
O sociólogo Max Weber elaborou o conceito de ação social que, entre outras ideias, visava ao alcance dos objetivos atingidos por meio da interação e do debate entre indivíduos. Nesse sentido, é imprescindível que a premissa de tal pensador seja posta em prática no que tange à questão do tabagismo no século XXI, tendo em vista os enormes prejuízos advindos dessa problemática. Assim, destaca-se a negligência governamental em adotar medidas de controle do tabagismo, bem como a banalização, por parte da população, quanto ao uso do tabaco como fatores agravantes da temática.
Em primeira análise, é fulcral salientar que o filósofo Rousseau afirma que o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas à sociedade, ao promover, por conseguinte, o bem-estar do âmbito populacional. Entretanto, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretiza na realidade hodierna, haja vista a negligência estatal em promover medidas de controle do tabagismo. Nesse ínterim, milhares de pessoas que fumam, desenvolvem doenças como câncer de pulmão, problemas cardíacos e AVC, além de causar um número significativo de mortes por ano. Dessa forma, é perceptível que essa problemática gera grande impacto na saúde da população e nos custos financeiros do sistema de saúde pública que são direcionadas ao tratamento dessas doenças.
Além disso, o problema do tabagismo existe desde outras épocas, porém, tem se intensificado com o decorrer dos anos. Dessa maneira, pode-se perceber que essa problemática está sendo transmitida por gerações, o que evidencia a banalização desse problema, visto que a população tem acesso às informações sobre os malefícios do tabaco, entretanto, continuam fazendo uso. Assim, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, defende que, qualquer problema, sem a atenção devida, passa a ser realizado inconscientemente, visto que os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser relacionado com a problemática do fumo.
Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pelo bem-estar da população, elaborar um projeto de incentivo à resolução do tabagismo. Isso pode ser feito por meio de campanhas de proibição do uso do tabaco em lugares públicos, pois a fumaça liberada afeta a saúde de outras pessoas que estão no mesmo ambiente, além de implementar campanhas socioeducativas sobre os prejuízos que essa prática ocasiona, a fim de que a população se conscientize quanto aos malefícios e consequentemente haja uma diminuição no índice de doentes. Assim, a população teria seu direito à saúde mais resguardado e preservado.