Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/09/2020
Aprovada em 2011, a lei federal, que ficou conhecida como a “Lei Antifumo”, proíbe o fumo em qualquer ambiente coletivo, mesmo que apenas parcialmente fechado por parede, divisória, teto ou toldo, como, por exemplo, áreas comuns de condomínios e pontos de ônibus. Nesse sentido, esses locais ficaram muito mais agradáveis de serem frequentados por gestantes, idosos, pessoas com crianças pequenas e adolescentes. Todavia, a necessidade dessa lei está diretamente ligada com a persistência do tabagismo na sociedade brasileira. Portanto, os altos riscos dessa prática e a falta de debate sobre o tema são fatores preocupantes em torno dessa problemática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o ato do fumo está diretamente ligado com o desenvolvimento de graves complicações de saúde. Dessa forma, os indivíduos que fazem o uso ativo do tabagismo correm sérios riscos de desenvolver tipos de câncer e problemas cardíacos. Porém, essa prática não afeta somente essas pessoas, mas também aqueles ao seu redor, os chamados “fumantes passivos”. Nessa perspectiva, segundo a OMS(Organização Mundial da Saúde), pessoas que convivem com fumantes têm 30% de chance a mais de desenvolver complicações sérias de saúde. Contudo, não é visto nenhuma movimentação das autoridades em dificultar o acesso e, por conseguinte, diminuírem o número de fumantes ativos e passivos. Em suma, é mister uma reformulação nesse cenário.
Em segundo lugar, vale ressaltar que o fumo era visto bem visto pelas sociedades dos séculos passados, mas, com o avanço da ciência, essa visão foi distorcida. Nesse sentido, o esperado era uma completa extinção dessa prática com o passar do tempo, entretanto não é isso que ocorre no Brasil. Desse modo, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o tabagismo ainda mata 200 mil pessoas por ano em território nacional. Isso ocorre devido a falta de debate sobre as consequências do fumo. Assim, com os indivíduos desconhecendo os riscos, a prática tende a subir e causar novas vítimas. Então, é necessário que o tema seja posto em discussão.
Logo, as consequências do tabagismo na sociedade contemporânea não devem ser negligenciadas. Portanto, urge que o governo federal, junto ao Inca, por meio de intervenções fiscais, aumente os impostos dos cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto com fumo, para que assim o acesso para esses produtos sejam dificultados e que assim ocorra uma reformulação em relação a esse cenário no Brasil. Também é necessário que a mídia, juntamente ao Ministério da Educação, promova propagandas divulgando os malefícios do cigarro na saúde das pessoas, a fim que a população se conscientize do perigo dessa prática. Senso assim, o tabagismo deixaria de fazer novas vítimas todos os anos no país.