Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/09/2020

No drama americano " Cortina de fumaça", é retratado o dilema de Auggi, o dono de uma tabacaria em Nova York que recebe pessoas de todos os tipos, porém unidas por uma coisa em comum: O vício em fumar. Não tão distante da ficção, a sociedade moderna encontra o tabagismo como um grande empecilho. Logo, nessa perspectiva torna-se indispensável analisar a busca por prazeres imediatos e a má influência da mídia como agravantes da problemática.

Em primeiro lugar, é visível que vivemos em um mundo onde o principal objetivo é a busca da felicidade. De acordo com o escritor coreano Byung Chul Han em sua obra “Sociedade do cansaço”, os indivíduos contemporâneos se cobram cada vez mais para apresentar resultados, tornando eles mesmos vigilantes e carrascos de suas ações. Nesse contexto, em virtude de tal cansaço mencionado no livro, as pessoas buscam o conforto rápido em substâncias como a nicotina presente no cigarro, o que as fazem esquecer dos problemas vividos em seus cotidianos. Por consequência, as mesmas podem em um futuro próximo desenvolver doenças causadas pelo fumo, como o câncer de pulmão.

Ademais, várias formas midiáticas apresentam o uso do tabaco, o que muitas vezes contribuí para a formação de novos adeptos da prática. Segundo dados da OMS, em 2014 36% dos filmes produzidos em Hollywood classificados como " livre para todos os públicos" apresentavam fumantes. Tendo em vista esses índices, é incontestável que a mídia contribuí negativamente para mitigação do problema, pois é certo que muitos jovens em formação de identidade se inspiram em seus ídolos, o que os levam a fumar em busca de se auto-afirmar. Um caso a destacar, são os famosos “cigarrinhos de chocolate”, um produto dos anos 90 que apresentava em sua embalagem crianças fumando. Na época se tornou comum ver os consumidores tragando o doce por brincadeira. Assim, marcando a influência dos meios de comunicação no tabagismo.

Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Urge que o Ministério da saúde , em parceria com as redes de TV, através do investimento de capital para a criação de vídeos informativos que serão transmitidos em horários nobres, apresentando meios além do cigarro para se desestressar, como exemplo, o esporte. Desse modo, a informação será democratizada e as pessoas não irão recorrer ao cigarro como válvula de escape. Somente assim, histórias como as mostradas em “Cortina de fumaça” serão evitadas.