Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/09/2020

Durante a década de 1970 houve um crescente investimento na comercialização e divulgação do tabaco, até mesmo “Cigarrinhos de chocolate” eram vendidos para crianças. A longo prazo esse comportamento desencadeou mazelas como adoecimento e mortes em massa oriundas do tabagismo que também causam déficits financeiros e demonstram uma sociedade em expressiva dependência química.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é o responsável no Brasil por cuidar da saúde pública de forma gratuita. Entretanto, o aumento expressivo de doenças não transmissíveis (DNT’s) como doenças pulmonares gera  uma sobrecarga no sistema, além de aumentar os gastos dos cofres públicos com questões de saúde relacionadas ao tabaco, segundo a revista Galileu são gastos pelo poder público em média 21 bilhões por ano, ou seja, aproximadamente 0,5% do PIB.

Além disso, o cigarro possui em sua composição uma substância química chamada nicotina, ela é responsável por causar o vício, com base no blog Sesi Farmácia, seus efeitos de dependência química superam os de drogas como heroína e cocaína, logo, nota-se que tratar o tabagismo é tratar uma questão de saúde pública, pois os usuários de tabaco em grande maioria estão viciados e só sairão dessa condição com reabilitação.

o efeito de glamorizar o cigarro ocorrido no passado tem impactos negativos até hoje. Portanto, o Ministério da Saúde e o Governo federal devem atuar criando um tratamento oferecido pelo SUS para as pessoas que encontram-se em situação de dependência do tabaco, para que sejam oferecidas condições eficientes e responsáveis de minimizar o tabagismo, pois ações como exibir imagens fortes nos rótulos dos cigarros não são eficazes. Além disso, a curto prazo o Governo Federal deve promover uma campanha que aborde e refute os argumentos dados anteriormente à favor do uso recreativo do cigarro, exibindo em meios de informação como rádio, televisão, internet que ao contrário do que foi divulgado na década de 1970, o tabaco não o faz “descolado”, mas apenas o adoece.