Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/09/2020
A cinematografia das primeiras décadas do século XX, como o filme “Bonequinha de luxo”, retratava o ato de fumar como glamoroso, um forma de propaganda, uma vez que tal prática era vista como um símbolo de riqueza e poder. Contudo, mesmo após descobertas científicas que comprovaram as enfermidades acarretadas pelo tabagismo e, consequentemente, a proibição de propagandas, esse hábito se mantém popular no século XXI. Nesse sentido, cabe-se avaliar a omissão do Estado e a dificuldade para que haja a desassociarão do cigarro com a elegância por parte da sociedade brasileira.
Primeiramente, vale ressaltar a omissão do governo brasileiro quanto ao consumo exacerbado do tabaco pela população, pois este ocorre sem nenhum controle. Afim de se ilustrar a situação, pode-se citar os dados, divulgados pela Associação de Fumicultores do Brasil, que revelaram que no Brasil, no ano de 2012, foram consumidos 88,9 bilhões de cigarros, mostrando a falta de controle do governo sobre o tabagismo, assim, ferindo o contrato social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do Estado manter a ordem social e os direitos da população. Dessa maneira, vê-se a necessidade de uma maior fiscalização por parte dos governantes para que haja um controle da quantidade de fumo consumido.
Outrossim, mesmo com a proibição de propagandas destinadas ao tabagismo e com os avisos retratados nas caixas de cigarro, muitos filmes e séries continuam usando o ato de fumar para glamourizar suas obras. Como exemplo disso, cabe-se citar a Netflix, plataforma que tem como o objetivo disponibilizar um catálogo de filmes de séries ao usuário, que no ano de 2020 recebeu inúmeras críticas, pois diversos de seus conteúdos, incluindo infantis, possuíam inúmeras cenas de tabagismos, dessa forma, influenciando inúmeros jovens a iniciar o hábito. Isto posto, é perceptível que ações como a da Netflix devem ser punidas caso avisos sobre os males do cigarro não sejam explicitamente exibidos para os telespectadores.
Portanto, infere-se a necessidade de se resolver a problemática para que a população brasileira fique segura dos problemas e das consequências do uso do cigarro. Para tanto, o Governo Federal - chefiado pelo então presidente, Jair Messias Bolsonaro - deve, por meio de sanções, criar um limite do número de cigarros consumidos por cada cidadão, assim tendo como finalidade que não ocorra o consumo desenfreado no país. Além disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e comunicações deve proibir que cenas possuam tabagismo sem que haja o aviso das adversidades do ato, como foi feito com a Netflix. Logo, cumprindo o Contrato Social proposto por Hobbes.