Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/09/2020
De acordo com dados fornecidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabagismo é a segunda maior causa de mortalidade no mundo. Esse fato reflete a gravidade do problema relacionado ao consumo de drogas ilícitas, em especial o tabaco, que prejudica a saúde do fumante e a população como um todo, no que diz respeito à economia e à preservação ambiental. Isso traz a necessidade de enfrentamento do imbróglio em questão, apesar das dificuldades para a efetivação de tal ato.
Vale destacar, de início, que um dos principais motivos da necessidade de extinção do tabagismo é o malefício para a saúde dos fumantes (ativos e passivos), visto que as taxas de mortalidade por doenças relacionadas ao consumo de cigarro são muito elevadas: de acordo com a revista Galileu, supera os 130 mil por ano, ao unir pneumonia, derrame cerebral, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e doenças cardíacas. Outro imbróglio nesse sentido está relacionado à poluição do ar com as mais de 4700 substâncias tóxicas liberadas pela combustão do fumo, que também auxilia na redução da camada de Ozônio, resultando em graves prejuízos para os âmbitos econômico, agrícola, ecológico, dentre muitos outros. Dessa maneira, os inúmeros danos causados pelo consumo do tabaco sedimentam-se como impulsionadores para o seu combate.
No entanto, existem muitos empecilhos para a contenda do tabagismo atualmente, dentre eles a difusão limitada dos prejuízos do uso de cigarros e a glamourização do ato de fumar. Segundo o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), 18,5% dos adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos já experimentaram o cigarro. Esse dado mostra a ineficiência da divulgação das consequências negativas do uso do tabaco, principalmente entre adolescentes, que têm maior chance de desenvolver complicações de saúde prematuramente. Além disso, tem-se como problema a valorização do uso do tabaco, originada por volta de 1950, já que este era um símbolo da independência adquirida pelas mulheres no período pós-guerra, e continua sendo reforçada atualmente, em filmes e livros, por exemplo. Assim, muitos são os obstáculos enfrentados na tentativa de abolição do tabaquismo.
Portanto, diante do apresentado, faz-se necessário o investimento em projetos de conscientização da população quanto aos malefícios do uso do cigarro por parte do Estado, por meio da criação de instituições especializadas no assunto, a modelo do CONICQ (Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro), que devem promover a difusão de informações com as redes sociais e visitas a escolas, por exemplo, com o principal intuito de reduzir as consequências do uso de cigarros para a sociedade em geral. À vista disso, a questão do tabagismo poderá atenuar-se gradativamente e com a colaboração da sociedade e dos responsáveis pelos projetos em questão.