Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/09/2020

Desde o surgimento da Revolução Francesa no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a questão do tabagismo no século XXI, aponta que os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada a realidade do país, seja pela falta de políticas públicas e, também, pelo endeusamento da droga. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, que a grana gasta anualmente com doenças ligadas ao fumo está entrelaçada a uma inércia governamental. Segundo Aristoteles, a política é uma arte de ser fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que a negligência por parte do poder legislativo e executivo, além das poucas campanhas antitabagistas, desfaça essa harmonia, haja vista que o SUS, anualmente, gasta 1/3 da verba destinada à saúde, para tratar enfermidades ligadas ao cigarro, de acordo com os dados da Revista Galileu.

Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando a Netflix endeusa os cigarros em suas séries e filmes, na qual é corriqueiro ver um ator fumando em alguma cena, como é o caso de Sense8 e Elite. Porém, o grande problema é que os jovens que assistem a esses conteúdos, colocam o tabaco no patamar de “Ostentação” em que, para eles, fumar os tornaria descolados.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca dos problemas e consequências do cigarro seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Diante disso, é imperativo que o Ministério da Saúde contrate médicos para desenvolverem um trabalho antitabagistas com os alunos do ensino médio das escolas públicas de todo o país. Essa ação, deverá ser por meio de palestras e workshops, na qual mostrará o perigo e o mal que o cigarro faz ao fumante e as pessoas ao seu redor. Dessa maneira, quando esses adolescentes olharem seus ídolos tragando em um programa de televisão, saberão que aquilo é errado e que não devem imitá-los.