Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/09/2020
Na série americana Euphoria, é abordado o uso de drogas ilícitas por adolescentes e o poder vicioso da nicotina no cotidiano desses. Saindo da ficção, apesar de em 2011 ter sido proibido pelo governo propagandas incentivando o uso do cigarro, essas atuam mesmo que indiretamente em filmes e séries influenciando principalmente jovens e adolescentes que são considerados pela indústria cultural e de massa como a camada mais influenciável da sociedade, ao consumo de cigarros e outras drogas, tornando-os mais propensos a serem adultos fumantes no futuro e portadores de doenças crônicas que podem até leva-los morte.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que segundo a organização Pan Americana de Saúde (OPAS), quase 80% dos 1,1 bilhões de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda. É indubitável ressaltar as reações advindas do uso do cigarro, como o câncer de pulmão, infarto e outras doenças crônicas, consequências muitas vezes desconhecidas, pela falta de informação que a camada menos favorecida da sociedade possui, visto que em países de baixo IDH a educação pública sofre com baixos investimentos, pois, o governo subordina o bem estar e desenvolvimento social em razão do lucro. Tais doenças afetam não somente fumantes ativos mas também passivos, gerando um colapso e sobrecarga na saúde pública, na qual é deferida grande parte do dinheiro arrecadados dos impostos públicos e que segundo a OMS é a principal causa de morte evitável no mundo. Evitando o tabagismo, tais impostos por exemplo poderiam ser deferidos na educação que segundo Mandela é a arma mais poderosa que pode ser utilizada para mudar o mundo, acabando assim com o ciclo vicioso da pobreza e drogas.
Primeiramente, vale ressaltar que a perpetuação do tabaco na sociedade é fator principal para remanescência de diversos distúrbios de saúde pública. Com isso, ao se observar a ineficácia do Estado com o combate dessa droga, tem-se o descumprimento do Artigo 196 da Constituição Federal de 1988, o qual julga como dever do Governo a promoção do bem-estar da população, sendo essa garantida por meio de medidas profiláticas. Portanto, com a permanência do cigarro nas lojas de conveniência do país, constata-se o total descaso com a saúde dos cidadãos, sendo considerado um ato anticonstitucional, o que faz dos brasileiros vítimas da má gestão.Outrossim cerca de 8 milhões de pessoas morrem a cada ano, vítimas do tabaco ,sendo desses, 1.2 milhões fumantes passivos segundo a OPAS, e dentre os passivos 65 mil são crianças, inocentes, que perdem a vida pela “caverna” em que a sociedade vive, caverna essa que segundo Platão as pessoas se recusam a sair e observar a verdade em virtude do medo de sair da zona de conforto, que se faz presente desde o passado colonial, quando a Bahia era um dos principais estados exportadores de tabaco do Brasil e a droga era sinônimo de riqueza.