Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 24/05/2021
A Constituição Federal,promulgada em 1988, garante a todos o acesso à saúde e à educação. Entretanto, esses direitos se tornam distantes uma vez que o fumo é algo comum entre os brasileiros, visto que, na década de cinquenta,os tabagistas eram considerados poderosos, pois o produto tinha o papel de posição social. No Brasil contemporâneo, o tabaco perdeu o significado de ascensão, mas o hábito danoso ainda perdura na sociedade. Esse cenário é fruto tanto da desinformação populacional quanto da normatização do vício.
Primeiramente ,para entender esse cenário, é preciso, antes de tudo, destrinchar os diversos fatores que o provocaram. Conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem é a educação que recebeu. Consoante a isso, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquéritos Telefônicos realizou um estudo, no ano de 2016, a respeito da prática de fumar e a sua permanência na parcela dos indivíduos com menos escolaridade, pois essas pessoas não conhecem as consequências dessa prática.Assim sendo, a falta de conversas nas escolas e universidades sobre a importância da manutenção da saúde e da obtenção de costumes saudáveis, como renunciar ao fumo, acarreta na não aplicabilidade destes no cotidiano brasileiro. Logo, é inadmissível que essa conjuntura continue a perdurar.
Ademais, a normalização do fumo caracteriza-se como outro desafio a ser enfrentado. Outrossim, de acordo com Hanna Arendht em seu livro “A banalidade do mal”, situações maléficas que ganham significativo apelo populacional passam a ser tratadas com naturalidade, o que retrata uma deturpação de valores de um corpo social. Sob esse viés, é lógico afirmar que a dependência do cigarro encaixa-se na teoria da filósofa, visto que, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer,o câncer de pulmão é o segundo mais comum no Brasil. Dessa forma, ao observar a recorrência com que as pessoas manifestam sua falta de cuidado próprio, é imperioso afirmar que medidas devem ser tomadas para retardar tais acontecimentos.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação,órgão responsável por todo o sistema educacional brasileiro, promover palestras e aulas dentro de instituições educacionais para ensinar e debater os riscos de ser fumante, por meio da contratação de médicos e professores, disponibilizando, ainda, essas aulas para toda a população, com o objetivo de inserir essa prática na coletividade e diminuir o número de viciados. Com isso, a população verá efetivada a norma constitucional.