Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/09/2020
No limiar do século XVII, Voltarie, em sua obra “Cândido ou Otimismo” promovera profunda ruptura com a filosofia romântica de Leibniz ao ironizar a compreensão de que se vivia no melhor dos mundos possíveis. Paradoxalmente, na sociedade brasileira contemporânea, esse pensamento permite estabelecer um paralelo com o tabagismo, uma doença de ordem mental devido ao uso de substâncias psicoativas que causam dependência e morte na vida de tantas pessoas. Com efeito, a negligência governamental e o interesse empresarial corroboram ao tabagismo no século XXI.
Em primeiro plano, é lícito postular que a marcante inabilidade estatal em implementar políticas de combate ao problema de saúde pública que afeta também fumantes passivos, intensificam essa realidade social. Produto, muitas vezes, da busca pela satisfação de interesses subjetivos do Poder Público, essa incapacidade operacional se estabelece por causa de pautas não úteis ao fisiologismo que conduz suas agendas político-econômicas, como jovens tendo fácil acesso à compra, devido a falta de legislação de maioridade na hora de efetuar o pagamento desse cigarro. Indubitavelmente, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, tornando-se indubitável o combate desse entrave, que compromete a saúde da sociedade todos os anos.
Outrossim, é fundamental salientar que as empresas capitalistas se nutre de forte influência sistêmica de uma cultura social individualista, desigual e manipulada pelos interesses econômicos, promovendo aspectos psicológicos na vida dessas pessoas. Isso porque, os donos dos meios de produção priorizam seus lucros do que se importam com a dependência da nicotina, onde muitas pessoas usam como válvula de escape para fugir dos seus problemas diários, ocasionando sensação de prazer e emoções positivas momentâneas. Nesse sentido, Nicolau Maquiavel, em sua obra “O Príncipe” refletirá na perpetuação do poder na mão dos governantes, que tem total relação com os grandes empresários que só visam adquirir mais poder. Desse modo, o tabaco é o portal de acesso ao vício tornando-se necessário o seu combate. Torna-se evidente, portanto, que a negligência governamental e o interesse empresarial estimulam o combate ao tabagismo no séculos XXI. Nesse contexto, o Ministério da Saúde e a mídia deve ampliar estratégias de redução do consumo do tabaco, por meio de fiscalização rígida na venda de cigarros junto de campanhas sobre os males à saúde física e mental dos consumidores. Essa medida tem o intuito para exigir identidade na hora da compra e que relatem casos reais de sofrimento pela inalação das toxinas, e efetivar a saúde geral da população. Assim, nasce uma nação verde-amarela que se baseará no objetivo do bem-estar e orgulhará Voltarie.