Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/09/2020
Descoberto por tribos indígenas no século XV, o tabaco fora utilizado em larga escala para fins medicinais da época, melhorando, consideravelmente, a medicina com a administração da erva que possui propriedades laxativas e anti-inflamatórias. Infelizmente, com o crescimento da indústria a partir da revolução industrial, houve um acelerado aumento no consumo da substância, fazendo com que essa atitude se mostre um grave problema na saúde pública.
Em primeiro momento, o tabagismo, não só no Brasil, mas também no mundo, surgiu como sinônimo de liberdade e encorajamento feminino nos anos de primeira guerra mundial, pois, as mulheres, que antes ficavam em suas casas, passam a frequentar as fábricas para repor o serviço braçal dos homens que iam para o combate. Nesse contexto, a fim de aumentar o consumo para com o público masculino, em 1955 a empresa Marlboro lança a campanha: o cowboy da Marlboro, para incentivar os homens à usufruir de charutos, cigarros e cachimbos. Essa medida, fez com que a substância se espalhasse e, consequentemente, a dependência química se tornasse uma realidade para os brasileiros.
Vale destacar também que o tabaco, e seu uso exacerbado, vem sendo combatido pelo governo brasileiro desde 2011, quando começou a vigorar a Lei Antifumo, que proibia o ato de fumar em lugares fechados públicos ou privados - como restaurantes, bares, condomínios -, além de aumentar a tributação e os impostos sobre a mercadoria. Pode-se destacar também que o fumo está diretamente relacionado a doenças cardiovasculares, respiratórias e ao câncer de pulmão, traqueia e brônquios, sendo responsável pela sexta maior causa de morte no mundo. Além disso, outra consequência alarmante sobre esse vício é os riscos que podem aparecer durante a natalidade, os quais podem causar desde más formações fetais até o aborto espontâneo.
Destarte, percebe-se a importância da discussão sobre o tabagismo no século XXI e suas consequências, principalmente entre os jovens no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com os sistemas de saúde municipais, por meio de visitas periódicas a comunidades e escolas, oferecer debates sobre o tema a fim de que haja uma maior conscientização sobre os malefícios causados tabaco. Depreende-se, portanto, a necessidade de palestras lecionadas por médicos cardiologistas e oncológicos em estabelecimentos de ensino público e privado sobre doenças relacionados ao vício como câncer no pulmão, bronquite crônica, entre outros, melhorando, assim, a qualidade de vida da geração futura. Em segundo plano, deve haver campanhas e comerciais, através da televisão e redes nacionais, para que, no futuro, haja uma menor incidências de doenças tão perigosas e maléficas para nós seres humanos.