Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/09/2020
Cogita-se com muita frequência, no Brasil, a respeito dos malefícios causados pelo cigarro, tendo em vista que a partir do final do século XX descobriram as diversas doenças causadas pelo tabaco. No entanto, o uso continua sendo frequente por grande parte da população. Sob essa ótica, as propagandas e publicidades visam apenas o lucro, omitindo todos os prejuízos, por conseguinte, as doenças respiratórias e cardiovasculares se tornam recorrentes.
Em primeira instância, é importante ressaltar que a indústria do tabaco lucra muito, sendo por isso o investimento em publicidades, séries e filmes que associam a ação de fumar com a liberdade e o status. Dessa forma, muitos jovens começam a ser influenciados, pois não possuem senso crítico para duvidar da ilusória liberdade promovida pelo cigarro. Segundo Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de criticar e não aceitar tudo que a elas é imposto. Nesse viés, percebe-se que é necessário investimento no setor educacional de base no país, a fim de desenvolver a capacidade de analisar de forma coerente o que é benefício em um meio de informações superficiais e enganosas.
Ademais, convém relacionar ainda que devido o aumento de fumantes, as doenças seguiram as mesmas proporções crescentes. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao consumo de tabaco, concomitantemente, vários outros. Torna-se notório que os prejuízos causados pela nicotina e o monóxido de carbono, substâncias presentes no cigarro, são causas de problemas respiratórios, vasculares, reumáticos e até mesmo emocionais, como ansiedade e depressão. Além do mais, as pessoas que convivem com os fumantes estão propensas a desenvolver enfermidades, logo, toda a sociedade sobre com práticas que se tornaram comuns, mas são muito prejudiciais.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esse impasse e o tabaco não seja mais um problema. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação inserir disciplinas na grade escolar, que visam desenvolver o senso crítico dos alunos, por meio de debates, autocríticas e abordagem de temas sociais, econômicos, além de ensinar sobre educação virtual e as diversas influências advindas desse meio, nas quais os discentes devem observar com bom senso. Por fim, o Ministério da Saúde deve divulgar nos meios de comunicação os programas de ajuda já existentes para a cessação do tabaco, como psicoterapia em grupos e remédios disponibilizados pelo Sistema Único. Assim, a população será bem informada e cuidará desse vício tão recorrente que precisa de tratamento adequado.