Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/09/2020

Descoberto no século XV, o tabaco era empregado inicialmente em rituais religiosos e usado como planta medicinal, porém, no início do século XX ganhou destaque na indústria e, misturado com substâncias tóxicas como a nicotina, começou a ser comercializado em larga escala. Assim, vindo contribuir para a incidência do tabagismo - considerado uma doença crônica causada por dependência à nicotina – que atualmente, no século XXI, é um grande causador de sérios riscos à saúde pública. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: uma maior ocorrência de câncer em fumantes e a saúde psicológica dos dependentes.

Primeiramente, no que tange à saúde física da população, um dos principais efeitos maléficos do cigarro está no fato de que as substâncias contidas em sua fumaça aumentam a ocorrência de câncer em fumantes ativos e também nos passivos que são não-fumantes que apresentam contato indireto com a fumaça do cigarro. Nesse sentido, dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) mostraram que mais de 80% das pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão são fumantes. Depreende-se que, esse péssimo hábito pode diminuir drasticamente o tempo de vida dos usuários e também das pessoas que convivem diariamente com os mesmos, de forma que, não se trata apenas de um grave problema individual.

Por outro lado, os principais malefícios não são unicamente de natureza física, havendo também efeitos psicológicos extremamente ruins, como o vício, no qual os usuários podem sofrer com abstinência ao diminuírem o consumo da nicotina. No tocante a isso, segundo a OMS, saúde é o completo estado de bem-estar físico, social e psicológico e não apenas a ausência de doenças. Entende-se que, as consequências causadas pelo tabagismo atingem de maneira ampla o bem-estar dos fumantes ao longo de toda sua vida, até mesmo no âmbito social. Percebe-se, então, a urgência de medidas que objetivam resolver esses problemas.

Portanto, parafraseando Platão em seu texto “A alegoria da caverna”, o Governo tem que sair da caverna, assumir a responsabilidade e trabalhar na melhora desse quadro. De modo, que deve investir em campanhas de conscientização da população – com vídeos, animações, depoimentos de ex-fumantes e participação de especialistas – visando tornar conhecido os males do tabagismo, a fim de diminuir a quantidade de pessoas que fumam e desencorajar possíveis novos usuários. Feito isso, a sociedade poderá caminhar para um completo bem-estar em todos os ambitos.