Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 23/09/2020

Durante o século XX, fumar era sinônimo de “status” social, muito valorizado pela cultura e incentivado pelas grandes produções de cinema. No entanto, com o avanço da medicina, foram descobertos os malefícios do cigarro e seus danos irreversíveis. Desse modo, o tabagismo traz consequências tanto para o fumante ativo, quanto para aqueles expostos à fumaça e ao meio ambiente.

É válido retratar, em primeira análise, os riscos existentes para os praticantes dessa ação. De fato, o cigarro, como uma droga lícita, gera o vício e a dependência química daqueles que o usam, podendo, assim, aumentar as chances de doenças — principalmente respiratórias e cardiovasculares. Partindo desse preceito, segundo dados levantados pela revista Galileu, o tabaco deixa mais de 781 mil de brasileiros doentes todos os anos. Nesse cenário, nota-se o preço do tabagismo à saúde individual, visto que propicia doenças severas como câncer e pode levar à morte.

Cabe considerar, em segunda análise, os malefícios direcionados aos fumantes passivos e à natureza. Conforme a ideia do filósofo Émile Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico, portanto, as escolhas de poucos podem afetar o todo. Nesse âmbito, as pessoas submetidas à fumaça gerada pelo tabagismo estão sujeitas a elevadas quantidades de toxinas, sendo prejudicial à saúde dessas. Ademais, levando em conta os danos ao ambiente, a combustão do tabaco contribui com a liberação do dióxido de carbono na atmosfera terrestre e, além disso, diversos casos de incêndios nas épocas secas são ocasionados pelo descarte inadequado das “bitucas” de cigarro.

Mediante o exposto, pode-se concluir que o fumo pode acarretar em prejuízos individuais e coletivos, o que torna essa prática devastadora. Logo, o Ministério da Saúde, em conjunto com a mídia brasileira, deve promover uma maior divulgação dos programas de combate ao fumo — oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) —, por meio de propagandas e anúncios informacionais e de conscientização que explicitem as consequências desse hábito e esclareçam os detalhes do projeto. Espera-se que, a partir dessa medida, seja incentivado o abandono dessa prática nociva, além de já influenciar o comportamento dos jovens brasileiros, de forma a desmotivar o fumo.